Quadrinhos que refletem um mundo racista

Já falamos bastante por aqui sobre o relançamento de toda a linha de quadrinhos da DC Comics, que começou neste mês de setembro. A iniciativa da editora era de preparar os quadrinhos para uma nova geração de leitores, mas será que ela reflete essa geração?

Uma das principais reclamações que ocorreram lá fora foi referente às equipes criativas determinadas para as revistas. De todas as 52 edições mensais, apenas uma é escrita por uma mulher: Gail Simone. Esse é um número curioso se analisarmos que as mulheres cada vez mais se interessam por entretenimento antes segregado ao público masculino. Nos Estados Unidos o UFC, por exemplo, tem mais público feminino do que masculino. Nos filmes derivados de quadrinhos vemos cada vez menos jovens solitários, para encontrar muitos casais e até grupos de mulheres assistindo “filmes de garoto”. Então qual o motivo de tão poucas mulheres escreverem quadrinhos na DC e na Marvel? Mesmo que o motivo seja falta de interesse de jovens escritoras, isso não se justifica. Em diversos momentos de crise criativa nos quadrinhos as editoras foram em busca de jovens promissores envolvidos em literatura tradicional para compor seu quadro de roteiristas. Por que não ter essa iniciativa com jovens escritoras?

Mas talvez a questão sexista não seja a mais relevante quando falamos do relaunch da DC. O fato é que vivemos em uma sociedade cada vez mais diversificada culturalmente, sexualmente e etnicamente. Há tempos que não temos negros separados de brancos, judeus separados de católicos ou homossexuais separados dos heterossexuais. Se o objetivo da DC era refletir esse novo mundo, então porque os heróis continuam intocáveis, tal qual foram concebidos a 60 ou 70 anos?

A Marvel recentemente surpreendeu ao anunciar um Homem-Aranha negro e de origem hispânica em sua linha Ultimate, que já contava com o Nick “Samuel L. Jackson” Fury. Apesar de ser em sua linha Ultimate e não no universo tradicional, a editora tomou um passo importante em retratar a nova sociedade americana e mundial. Uma pena que seja, por enquanto, uma atitude isolada e não um posicionamento editorial.

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Sem coragem para alterar o ícone, editora cria um Batman “B” para representar os negros.

 

Quem propôs um novo posicionamento editorial e acabou marcando passo em suas decisões, foi justamente a rival, DC Comics. Ao reiniciar seu universo de heróis a editora tinha total liberdade para reinventar seus heróis. Se nos anos 30 um garoto orfão e filho de um empresário milionário tinha, necessariamente, que ser caucasiano para soar minimamente crível, essa necessidade não mais se impõe em 2011. Uma amazona guerreira não poderia ter a pele escura? Porque não ousar e dar lugar à diversidade em seu panteão de grandes heróis? Se o relançamento já gerou um grande buzz da mídia, imagine se houvesse realmente alguma inovação que aproximasse os heróis do mundo em que vivemos. Infelizmente heróis negros, latinos e asiáticos continuam relegados ao segundo escalão da editora. Para ter uma ideia, a DC manteve na nova cronologia o herói Batwing, que surgiu na saga Batman Inc. de Grant Morrison e deu revista própria para Static Shock (conhecido como Super Choque no Brasil), mas foi incapaz de ousar com seus personagens principais.

Certa vez em uma das famosas histórias do Lanterna Verde e Arqueiro Verde nos anos 70 um homem fala para Hal Jordan – “Eu já li sobre você. Como você trabalha para aqueles de pele azul, e como você esteve num planeta qualquer ajudando uns caras de pele laranja. E você fez bastante também pelos de pele roxa! Só sei de uma cor de pele que você nunca deu atenção! Os de pele negra!”. É certo que um dia a editora mostrou grande preocupação com o respeito à diversidade, mas nunca a abraçando de verdade. É como aquele empresário que se orgulha de contratar funcionários de várias etnias, mas que nunca aceitaria o relacionamento de sua filha com um destes. Se dá o espaço, pois é politicamente correto, mas “mantenha-se no seu lugar”.

A DC tinha uma tela em branco para pintar seus personagens mas, lamentavelmente, optou por continuar usando as mesmas cores desbotadas dos últimos 70 anos.

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  • Hemerson Braga

    Marton tocou no assunto no último cast e achei excelente a consideração.
    Eu não vejo problema algum, por que é exatamente como foi dito são histórias que não fazem diferença alguma a cor do personagem, não muda nada, nenhum elemento.

    Mas quem lembra da polêmica quando o Gavião tornou-se o Capitão América e foi noticiando como ” Capitão americana agora é negro” ou quando a Foster tornou-se o Thor. ( Thor agora será mulher).

    Você percebe o problema do público a abraçar novas ideias.

  • Homem Que Não é Possível

    O Superman negro da Terra dois e o Batwing são leais, eu gostava das histórias deles.
    Porque não investir no Universo Millestones?

  • Jq

    Eu axo q mudar os personagens ,não ia ficar legal,crescemos vendo eles,do jeito que eles são hj, e ae derrepente muda?
    lembrem-se, alguns levaram quase 50 anos para ter o sucesso q tem hj.
    Não seria melhor criar um personagem showtástico, (ao nivel do superman por exemplo) mas com algo q nao tem em nehum outro super heroi? É so criar e fazer boas historias, renho certeza q daki a 50 anos este heroi sera como o superman é hj.

  • Maruca

    Não tem sentid que um heroi criado a muito tempo mude cor!mas criar novos personagens negros , gays, padres e a poha tda é legal!sou aberta a novas coisas sabe?
    e eu ax q as editoras procurem por autres interessantes e cm historias que valham a pena não extamente homens. se uma mulher não tiver a mesma criatividade do homem faz td sentido q não seja contratada!
    ps:sou negra, mulher e defendo a igualdade dos sexos!

  • Lucas

    Me lembrei do Batman aquele “do futuro”, que o Batman treinou ele pra lutar no seu lugar porque estava já estava velhinho. Pois então não vi ninguem reclamar da nova versão, porque não era mais o batman “original”, porque a roupa mudou, acessórios mudou, agora ele vôa e tal. Mas quando desidem fazer uma versão do homem aranha, um negro, que nem vai ganhar quase destaque já começam as reclamações né? tipo: ” a porque ele não é original” e isso e aquilo né ?

    • Homem Que Não é Possível

      O Miles Morales é legal!

      • Hemerson Braga

        É bom mesmo. as histórias dele foram o de melhor durante o pobre arco do universo 616 do Age of Ultron.

        Ele e aquela nova Ms.Marvel são muito bem escritos.

      • Diego Ramos

        Ele é o que o Peter Parker deixou de ser a muito tempo, um personagem com quem o leitor se identifique.

  • Eduardo

    Basta jogar “ethnic chart usa” no google imagens para ver porque a maioria dos heróis são caucasianos. Isso nem leva em conta o público alvo dos quadrinhos, que talvez acirre mais a distribuição. A criação do Homem-Aranha negro-hispânico é só uma tentativa de apelar para outro grupo demográfico, e se as vendas não apresentarem melhoras não creio que ele seja o Homem-Aranha Ultimate definitivo. Vale lembrar que nesse universo vários personagens já empacotaram de vez, vide Wolverine e Magneto…

    • Homem Que Não é Possível

      O Miles Morales está no universo regular agora Pós-Guerras Secretas

  • wesley

    esse NUNCA sera o homem aranha classico que ja existe a muitos anos, nãoa dianta tentar matar um personagem com essa fama, e tentar muda-lo totalmente, isso é burrice

  • http://www.jornaladonai.com Higor

    Eles só podem estar querendo ser cotista!!!

  • http://www.foda-se.com.br jonnie

    TENHO DUAS OPINIÕES:

    a primeira é que mulheres talvez fizessem os quadrinhos ia virar historia de romance, eu nao ia gostar nada.

    a segunda opinião é que eu nao gostaria que mudassem por exemplo o batman para ser um negro , nao vejo nenhum motivo para ele ser negro, isso sim é racismo, esses personagens foram criados a anos atrás e devem ser mantidos como originais… se quizerem fazer novos herois negros tudo bem, ia gostar igual se a historia for boa

    ps:eu sou preto

    • Marton Santos

      Veja você que coisa mais engraçada. No perfil do Facebook correspondente ao email que você forneceu tem uma foto de um cara bem branco. Tem que ver isso aí…

      • Panthro Samah

        Michael Jackson, é você??

    • http://pururucabar.blogspot.com/ Pururuca

      auehuaheuaheuha,sou preto eh foda…

    • Hemerson Braga

      O que tem haver se fosse uma mulher escrevendo ia virar romance?
      Já ouviu falar em editor chefe????
      quem decide no final é o editor chefe.

  • MAUS

    Eu não ligaria se algum herói convencional como o Batman ou Super-Homem fosse negro. Mas, eu não gostaria se o foco da história fosse APENAS o fato desse personagem ser agora de uma etnia diferente. Caso isso acontecesse, as pessoas discutiriam muito mais a troca da cor de pele do que a qualidade da história em si, como foi com esse Homem Aranha novo.

    Ao meu ver, deveriam ser criados NOVOS personagens negros, mas sem que isso seja a grande novidade da revista, ser negro é apenas mais um detalhe entre seus vícios, virtudes e tantas outras coisas que compõem um personagem interessante e tridimensional.

    Somos todos seres humanos e particularmente eu não ligo nem um pouco para a cor de pele de um ou outro, se o personagem for bom e as histórias bem escritas, isso não importa.

    Quanto as mulheres, aplico a mesma linha de raciocínio acima, se a história for boa, está ótimo. Eu acharia MUITO interessante se uma heroína como a Mulher Maravilha fosse dada para uma mulher escrever, seria algo novo e ousado, além de que combina totalmente com a personagem.

    Mas principalmente nos Quadrinhos, existe uma necessidade de tudo continuar da maneira que está, nada pode ser alterado sem provocar a fúria de milhões de fãs, e taí, Turma da Mônica Jovem vende mais que DC e Marvel.

  • kanan

    Aproveitando o setembro!!

    Porque não fazem um herói arabe?

    tipo um milionario que v seu povo enganado por uma ideologia de outro pais e busca “justiça”.

    Lembrei Arabe não pode.

  • jonathan

    Mudar a etnia, orientação sexual ou religião de um personagem apenas para ser politicamente correto é um erro tremendo, não acompanho o Aranha Ultimate então não sei se essa mudança é boa ou não, por quê em vez de mudar o personagem para agradar grupo x ou y porque não criar um personagem icônico de origem negra desde o começo? Por quê não dar uma equipe criativa realmente boa para heóis como Luke Cage ou Pantera negra? Eles são dois personagens ótimos mas que sempre estiveram no segundo escalão da marvel simplesmente por não terem boas equipes criativas se tratando de quadrinhos o público quer ver boas historias independente se o heroi é negro, gay, judeu isso é o que menos importa, vale lembrar que 2 dos heróis mais fodas já criados eram um casal gay: Apollo e Midnighter e sua opção sexual era o background e não o foco das histórias e é assim que comics devem ser afinal ainda são apenas diversão.

    • Hemerson Braga

      Não sabe então não fala nada.

  • André

    Porque não fazem um superman anão, homossexual, perneta e cego de um olho, seria o “must” da inclusão social…

    • Maicon

      Não se esqueça do Demolidor :d

      • Paulo Santos

        Acho que vc não percebeu a ironia….

  • Rafael

    Por mim, os super-heróis deveriam ser necessariamente reduzidos. De toda forma, gosto da ideia de “passar o manto” muito bem explorada no Fantasma, no próprio lanterna verde, até memso no Batman, creio que dessa forma se abre várias possibilidades narrativas, além da necessária renovação.

  • Guaipeca

    Ah, mudar um icone de quase um século é fácil mesmo… Homem Aranha negro é só marketing, esses herois caucasianos existem por serem reflexão da sociedade dos anos 40, não da nossa, só virou uma bola de neve, análise boba.

  • Norival

    Não pode aparecer um negro que é politicamente correto, não pode aparecer um homossexual que é politicamente correto, se aparecer um gordo é politicamente correto, se aparecer um pobre é politicamente correto, putz qualquer diferença citada é porque é politicamente correto, pelo amor de Deus. Quanta inocência achar que Marvel e DC comics estão preocupadas com isso, muita mesma. Os caras tão preocupados em vender mais revistas pois não vendem como ante.Estoque de mans e homens não sei o que acabou (já viraram inclusive piadas, p.ex: homen beringela), os caras preferem mudar os herois já consagrados do que arriscar milhões em novos que não darão certo (Quantos herois foram criados nos ultimos 10 anos e que duraram pelos menos 5 com vendagem decente?). As empresas se preocupam no máximo com o que é legal e ilegal. Muitas pessoas não tem saco para ler esses trocentas historias paralelas e entender a cronologia entre elas, as mortes de super herois já virou algo banal (ah morreu, mas o cara tá vivo em outra saga WTF, só fanboy para gostar dessa bagaça). Os caras mudam de uniforme a não sei quantas décadas e ninguém enche o saco, mudam o cara que veste a roupa e é todo esse auê, putz o que faz o super heroi não é a cor da pele, seu sexo, sua religião, é as atitudes que os autores faz com que esse heroi tome nessa historia. Se o autores quiserem que ele seja um bundão ele será, se quiserem que ele seja “pica das galáxias” ele será.A essência do super heroi vai tá lá, o cabeça do teia vai se apaixonar por alguém, vai ter algum drama pessoal, vai ter um melhor amigo, vai ter um “duende verde” etc. A Marvel acertou na veia em mudar o personagem? Não sei, só o tempo dirá mas que ela já começou criando polêmica isso sem sombras de dúvidas.

  • http://www.midiasemmascara.org marianinho diguidin

    Se for jogada de marketing, ótimo! Agora, ter cotas para negros e gays pra histórias em quadrinhos também é sacanagem!

    É ridículo esse novo movimento do ” politicamente correto ”… como diz a matéria:

    ” Infelizmente heróis negros, latinos e asiáticos continuam relegados ao segundo escalão da editora… deu revista própria para Static Shock (conhecido como Super Choque no Brasil), mas foi incapaz de ousar com seus personagens principais.”

    ” mas foi incapaz de ousar com seus personagens principais”, como se fosse um pesar!!! Ainda bem que o Batman não tomou um bronze, ou que o lanterna verde não virou Lanterna Afro, ou que o Superman não virou Supermano! Ia ser no mínimo ridículo. Não pelo fato do herói ser negro, mas por existir uma pressão pelo ”politicamente correto”

    E corrijam esta matéria racista seus brancos ( claros? euro-descendentes?) ! O Homem-Aranha agora é Afro-descendente, não é negro e muito menos preto!! …pf

    • Marton Santos

      Pedir que um importante personagem represente uma etnia é ser “politicamente correto”? O que mudaria se o Lanterna Verde fosse negro? Você deixaria de ler as histórias?
      Acho que o pior do politicamente correto é querer que tudo continue do jeito que sempre foi e ainda chamar alguém de afro-descendente. Negro não é um termo racista, muito menos pejorativo.
      Ou você agora vai ser chamado de euro-descendente?

      • Paulo Santos

        Falando nisso, eu lembro do tempo em que o Mussum pedia um band-aid e o Didi entregava um rolo de fita isolante…

      • Rafael Tota

        Li uma penca de comentários, e vi uma separação drástica em duas facções: Os que são contra os politicamente corretos, e os que defendem dizendo que a variação é saudável.

        Os dois lados estão certos. Mas vou expor meu raciocínio de forma diferente:

        Estamos mesmo em uma época desgraçada de “correção política” que é uma merda. Chamar alguém de “negão” é racista. Chamar de “afro-descendente”, não. Só que a babaquice é a seguinte: a semântica NÃO INTERESSA. Se abolirmos o uso da palavra “negro”, ou “bicha”, ou “retardado”, entre diversos outros termos considerados “politicamente incorretos”, seja lá por qual motivo (sempre um motivo babaca na minha humilde opinião que não vale 10 centavos), logo “afro-descendente”, “homossexual” e “deficiente mental” vão ser considerados incorretos. Porra, na década de 50, o negro era chamado “de cor”. O que falta é as pessoas se tocarem que o racismo NÃO ESTÁ no linguajar, e sim na intenção. Se tu tá insultando, não interessa se tu vai dizer “bicha” ou “homossexual”, o escárnio na tua voz vai ser o mesmo, e o preconceito na tua cabeça também. É por isso que eu chamo meus amigos homossexuais de “bicha”, “viadinho”, ou até “putão” dependendo do nível de intimidade. Ou os amigos negros de “negão”, “escuro”, “azul”. E eles podem me chamar de “gordo”, “redondo”, ou “bola”. A questão é que tem momento pra tudo, e se a tua intenção NÃO É ofender, não tem como ser ofensivo, é só usar o bom-senso. Só pra exemplificar duas situações relevantes: um ex-funcionário da loja da minha mãe, negro, é um cara que eu respeito e tenho como amigo até hoje. E às vezes eu chego “e aí negão, tá tudo certo?”. Não é por isso que eu seja “um porco racista” que “considera ele inferior”. Ele tem a pele mais escura que eu? No máximo, isso quer dizer que é mais difícil de ele se queimar no sol, só isso. Então, na real, o inferior, geneticamente falando, sou eu. Outro exemplo é um amigo meu que assumiu a homossexualidade. Quando encontrei ele pela primeira vez depois do acontecido, minha exata reação foi perguntar pra ele: “vem cá meu, é verdade que tu virou puto?”. Ele respondeu rindo que sim, eu respondi com “Que massa, tu tem bolas pra fazer isso. Mesmo que não use elas muito.”. Tinham umas gurias junto que fizeram aquela carinha escrota de “óoooo, tu falou a palavra com P”. Nem precisei me defender: ele mesmo disse que sabe que “puto”, pra mim, não quer dizer que eu despreze ele, como um de nossos conhecidos que disse que respeitava a decisão de assumir a homossexualidade (com essas palavras), mas não queria falar mais com ele. E aí, quem é o preconceituoso na história?

        Mas já me demorei demais sobre o assunto “preconceito”. Agora, vamos ao segundo assunto relevante: histórias em quadrinhos. Vejam bem, eu me criei lendo Conan, Homem-Aranha, Batman, e mais uma pancada de coisa, porque o meu irmão comprava MUITA HQ. Mas MUITA. Tanto que tem uma parede do meu apartamento que é coberta pela pilha de revistas dele (ele mora comigo). E o meu parecer sobre o assunto? Choradeira demais.

        Se tornarem o Conan negão, eu vou achar palhaçada. O Homem-Aranha, não. Porquê? É simples: o Conan é uma pessoa. Pessoas não mudam de cor, nacionalidade, e descendência, assim do nada. Mesmo que o Thoth-Amon fizesse uma magia pra transformar o Conan em um kushita, a personalidade dele não mudaria. Ele seria a mesma pessoa. Então, bobagem.

        O Homem-Aranha é um dos (muitos) casos onde o herói e a pessoa são duas coisas diferentes. O Homem-Aranha é o herói, o símbolo, o “vizinho camarada”. Peter Parker é o fotógrafo que, naquela época, era o Homem-Aranha. Mas e aí, ele morre, e quem vai assumir o manto? Na revista do Batman, recentemente, vimos o mesmo, com a saga onde “competiram” pela capa do Guardião de Gotham.

        Quando bem escritas, estas histórias podem não somente oferecer variedade a heróis “estabelecidos”, mas também gerar conflitos interessantes. A HQ do Homem-Aranha, agora, pode lidar com problemas com os quais os negros e hispânicos sofrem, e refletir problemas atuais. AO MESMO TEMPO, ele pode continuar com as aventuras do nosso velho conhecido. Porquê? Porque como disse o sábio V, em V de Vingança: “Por trás da máscara, há mais do que carne. por trás da máscara há uma idéia, Sr Creedy, e idéias são à prova de bala.”. Peter Parker não foi “à prova de balas”, mas a vida é assim. Pessoas morrem. Símbolos, não. E muitos dos heróis são assim.

        É por isso que eu acho que, em ALGUNS CASOS, uma mudança é OFENSIVA. O Super-Homem é um imortal, mas também um símbolo. Mas como o HOMEM por trás da máscara é uma exceção, sendo, literalmente, também à prova de balas. A Mulher-Maravilha não é um ícone separado da pessoa: o conhecimento de que Diana de Themyscira é a Mulher Maravilha não é exatamente segredo.

        Homem-Aranha, Batman, Homem de Ferro, Capitão América, Lanterna Verde, são somente os principais (de muitos) exemplos. No final das contas, o que mais importa, nesses casos aí, é a qualidade da história final. Foda-se que “o personagem era branco por 792 anos, agora mudaram do nada”. Na vida real, pessoas morrem, envelhecem, trocam de emprego. Porque nas HQs não dá pra acontecer isso de tempos em tempos?

    • Panthro Samah

      Sabe quem é John Stewart? Sinceramente! A única coisa que essa discussão toda me mostrou é que tem muita gente que não tem idéia do que está falando mas quer dar seus 2 centavos sobre o assunto. Sério. Um dos comentários do UOL foi: “Agora só falta um herói homossexual”, como se já não existisse. Agora essa babaquice do Lanterna Afro. Porra, meu, vai ler gibi antes de falar merda!

      Eu acho que o que importa é se a história é boa ou ruim. Luke Cage, por exemplo, se tornou um personagem bem mais interessante pela mão do Bendis em Vingadores do que o Pantera foi na Mão do McDuffie em Quarteto Fantástico. E o McDuffie é negro!

      Da mesma forma falar que se mulher escrevesse gibi ia escrever romance é de uma burrice tremenda. Será que esse povo nunca leu Deadpool da Gail Simone? Ou o Thor e o X-Factor da Louise Simonson? Ou não viu o dramalhão mexicano (no pun intended) que o Fabian Nicieza fez na fase dele de X-Men?

      Um escritor que não consiga escrever além do seu próprio umbigo não é escritor. Taí Terry Moore e Estranhos no Paraíso mostrando que vc não precisa ser mulher pra escrever bem personagens femininas.Ou Robert Kirkman mostrando que vc não precisa ter vivido num apocalipse zumbi pra conseguir escrever sobre isso. Basta não ser tão tapado.

      E deixar fanboys sem a menor capacidade intelectual tomarem conta da indústria acaba em Image. Se as editoras começarem a ficar refém desse povo “massa véio”, só vão estar dando razão pro Alan Moore.

      • Hemerson Braga

        Desculpa, Robert Kirkman pode até escrever legal mas ai correndo dentro de alguns erros, The Walking Dead acompanho desde 2005, todos os arcos que passaram sempre é branco fica com branco, negro com negro.

        Botar a Michonne pra ficar com o cara lá do Reinado foi sem noção, e as desculpas esfarrapadas do quadrinho foram non-sense.

  • Alan

    Não é esse o problema. Vide os X-Men, reformulados na década de 70, que de 5 americanos/ingleses brancos, passaram a ser uma completa miscigenação étnica: uma negra, um alemão, um canadense, um RUSSO em pleno auge da Guerra Fria (acho que é desnecessário dizer quem é quem), e por curto tempo, um irlandês, um oriental e um indígena. Uma aposta arriscada que deu certo, pois muito do que os X-Men são hoje na mídia se deve a essa geração – uma das mais famosas de todos os tempos. E há herois de todas as cores, raças e sexos, o problema são histórias mal feitas e personagens subaproveitados.

  • Guilherme

    Qual o problema do Peter Park ser negro? Porra nenhuma! Garanto que a grande maioria que esta reclamando do politicamente correto leu HQs com diferentes Peters e não ficou falando tanta besteira.
    Falar que não há negros ou mulheres talentosos o suficiente para produzir um quadrinho de qualidade é tão tolo quanto acreditar que estas pessoas não possuem direito a voto (alguém aí já leu Persépolis?).
    Mas claro, esperar que uma empresa de HQ arrisque sua imagem para a produção de histórias de classes mais marginalizadas (pois histórias politicamente corretas existe de qualquer maneira) é tão tolo como acreditar que a industria farmacêutica investe mais em remédios que realmente promovem a cura de doenças do que em remédios que só controlam os sintomas.
    Não há mérito quando a propraganda é a alma do negócio.

    • Hemerson Braga

      Galera reclama de barriga cheia, eu tive que aguentar a Saga do Clone no formatinho da Abril.

  • Juca

    Logo sera proibido cagar na cor marrom…

    • Daniel Eliziario

      Cara… eu sou negro sabe, se você soubesse como é ser negro dentro da sociedade brasileira não faria uma brincadeirnha de mal gosto dessas. Não existe sensação pior que as pessoas olharem desconfiadas para você a noite na rua, a policia sempre te para pois parece que o negro tem escrito suspeito na cara… Só espero que nenhum antepassado seu tenha sido descendente ou africano e sofrido açoites durante a vida inteira e morrer de exaustão antes dos 50 anos moribundo e abandonado por uma sociedade escravista e dominadora…

      • JoseHA

        Racismo no Brasil é algo enrustido. Tem uma grande parcela de culpa dos brancos devido à sociedade de origem escravocrata. Mas lembre-se, quem vendiam os escravos eram os próprios negros dominantes da Africa.
        Agora, trombadinha, assaltante quase sempre tem origem negra, mas é porque no Brasil uma boa parte da sociedade negra é mais pobre dos que os brancos. Mas isso não justifica o roubo e outras atrocidades. Esse sentimento de vítima não acabará se não tiverem orgulho de ser negro e se evitar que seu próximo cometa crimes.
        Muitos assaltantes (independente da cor) cometem crimes por se acharem vítimas da sociedade e blablabla, mas não tinha outro jeito de viver? A maioria dos negros são honesto e crescem na vida, mas aqueles negros que não são, sujam a imagem dos negros.

        • Marton Santos

          E os brancos criminosos não sujam a imagem dos brancos? Pra serem respeitados todos os negros deverão ser honestos?
          Independente da cor, pra cada pessoa honesta no mundo tem 2 desonestas. Ninguém deveria ser responsável pela imagem
          de ninguém além de si mesmo. Se fossemos realmente vistos como iguais perante os olhos de todos, não haveria por que um
          ato errado “sujar” a imagem de várias pessoas. Aliás nem haveria necessidade de termos uma discussão como esta.

          Independente de quem tem o ponto de vista certo, é muito boa essa discussão. E pra quem achou a matéria boba ou fora de propósito,
          esse debate que houve aqui nos comentários prova que a questão não é ponto pacífico. Fora alguns ignorantes que usaram argumentos
          toscos, xauvinistas ou, até criminosos, a maioria das pessoas apontou pontos interessantes pra se analisar. É claro que nunca vão transformar
          Clark Kent em negro ou hispânico enquanto alguns se preocupam até com a tonalidade do vermelho da capa que mudou. Se isso é um sinal
          que a resitência a mudanças não é, necessariamente, racismo, mostra que ainda damos muito mais importância para a embalagem que para
          o conteúdo.

  • http://thiagobatoussai.wordpress.com/ thiago t mendes

    mudar personagens já consagrados é muito complicado, apesar de existir um “novo mundo” diferente daquele de 70 anos atrás a maior parte do publico leitor se acostumou com os heróis como eles são, Bruce, Clark, ate mesmo o Homem aranha são os mesmo a tanto tempo e passaram por tantas historias e reformulações, mortes e ressurreições, eles não poderiam mudar drasticamente a linha principal de uma edição que tem 50 60 70 anos de idade e por à perder toda a historia de uma editora, por isso optaram por uma linha alternativa (ultimate), pode ate ser que ainda exista algum preconceito nas editoras, mas acredito que a credibilidade de uma empresa esta bem acima disto, esta principalmente nos lucros, eu mesmo sou contra a reformulação drástica dos personagens(sou contra mudarem ate o uniforme) mas entendo que para um publico mais jovem a linguagem tem q ser mudada! ^_^ espero ter sido claro no que penso

  • Gianluca

    Na minha opinião mudar o personagem principal estraga os quadrinhos, não importa cor, sexo, orientação, religião… nada disso. Crie novos personagens, novos heróis, mas mudar O batman fica estranho, assim como foi com O homem-aranha. Tem tanta gente criativa, crie outros heróis.
    Batman pra mim sempre será Bruce Wayne, Homem-Aranha sempre será Peter Parker.
    Essa onda do politicamente correto as vezes é exagerada e estraga algumas coisas que são simples. Hoje em dia as pessoas tem que ver racismo e preconceito em tudo, e isso é um saco. Os personagens são os mesmo de muitos anos atrás porque os fãs querem assim. Os de verdade, não esse pessoal que a cada ano muda de ídolo.
    Quanto a questão inicial de aderir mulheres aos grupos, eu acho que isso mais do que aceitável, tem muita mulher extremamente criativa que cria excelentes histórias.

  • Daniel Freixieiro Sampaio

    Mostrar um Thor negro e com cabelo crespo é tão tosco quanto mostrar um Zumbi dos Palmares branco e de olhos azuis.

    Muito mais razoável e inteligente do que mudar a cor da pele do Super-Homem ou do Batman — algo visivelmente forçado pelos novos ares politicamente corretos e destoante da história da personsagem — é criar um novo herói dos quadrinhos que seja negro ou amarelo.

  • Leonardo Borges

    Defensores de pseudo-minorias. Agora vão sugerir cotas nos quadrinhos também?

    Esses paladinos da “justiça” querem derrubar o mérito pela causa dos “oprimidos”. Quer dizer, eles não vêem a coisa como um processo natural.

    É o discurso demagógico que muitos engolem.

    • Guilherme

      Como você diz que há mérito quando “a propraganda é a alma do negócio”? Ganha quem tiver a melhor propaganda :/

  • Hemerson Braga

    Poxa, todo mundo esqueceu do Al Simmons? u’u
    Spawn foi uma boa resposta a essas coisas sobre racismo , acho que colocar essas coisas na Marvel e na DC num vai trazer o público como era antigamente, hoje tem a concorrência com os mangás e sua indústria de entreterimento.

    Engraçado que essas mudanças não são feitas no Universo normal (earth -616) mas no Universo Ultimate (earth -1610); mudanças essas feitas não relação em mudar alguma coisa ou mostrar algo mais infelizmente em relação a perda de lucro das empresas de quadrinhos.

    Mas eu acho que na Marvel há personagens mais diversificados em relação a etnia do que na DC, eu lembro uma vez que no desenho da liga da justiça havia um lanterna verde negro, pra mim ele foi o melhor lanterna verde até agora , por que os de antes ……

    o 1° tinha fraqueza a madeira =(

  • http://flickr.com/stuffbox Dudu Maroja

    Eu não gosto de mudança de personagem sem que a historia permita isso facilmente como o lanterna verde por exemplo!

    ou até mesmo o captão américa, que sempre pode ter o experimento do supersoldado recriado.

    O que mata o mercado de quadrinho e essa maluquice de universo x,y,z , mata, desmata, faz, desfaz, o que faz que qualquer um tenha medo e falta de interesse de começa a acompanhar algo tão confuso!

    -Ei cara, me vê uma revista do Homem Aranha!

    – Qual?

    – Como assim qual?

    – Tem o Espetacular Homem Aranha, Homem Aranha Ultimate, Homem Aranha Latino, Homem Aranha da MPB!

    – WTF? deixa pra lá e me vê um gibi da mônica!

    – Qual?

    – WTTTTTTTFFFFFFFFFFF!

  • Wlademyr Mendes

    Sou a favor de criar novos personagens… Não se muda a cor da pele de um herói… Já foi… Pra mim soaria como uma tentativa patética de parecer politicamente correto.

  • capitale

    Marton disse
    “Infelizmente heróis negros, latinos e asiáticos continuam relegados ao segundo escalão da editora.”

    Cara, qual o problema disso? Por que o universo dos quadrinhos teria que mostrar a diversidade da sociedade? Quadrinho é feito pra vender, não tem que ter função social.

  • Dammit

    Ah, que coisa mais idiota. Texto imbecil e de gente chorona, que gosta de ver “racismo” em tudo.
    Vai chorar na cama, que é quente!

  • MP

    Dizer “Ah, porcaria de politicamente correto” é coisa de quem não tem o que dizer, quem só segue a boiada.
    Os persoagens todos foram criados numa época muito diferente da que é hoje. Não faz mal buscar novos conflitos aos personagens, o homem aranha mesmo já foi tantas vezes tantos caras e tantos universos. Por que não um negro? Não que seja benevolência por parte da Marvel, mas é que o mundo mudou e eles têm que acompanhar isso. Os conflitos do Peter Park já deram no saco ,tá na hora de falar de coisas mais interessantes, não que pelo novo personagem ser negro necessariamente os assuntos serão mais complexos ou interessantes, mas é um novo leque de direções a serem tomadas… Novos heróis não costumam dar certo, se é pra falar com o grande público, tem que usar um personagem já conhecido, acabaram os animais e alienigenas pra colocar “man” e fazer um herói, e a proposta da linha utimate é justamente buscar novos conflitos pra heróis já cansados de mimimi.

  • fernando

    eu como fã de comics tenho muitas saudades dos tempos em que os quadrinhos eram feito só pra uma finalidade: diversão. era um sentimento muito bom vc ficar esperando que nem um louco o mês seguinte só para saber oque iria acontecer ….. mas hoje não só os comics como toda a cultura pop está sendo fabricada para um grupo especifico, uma cultura homossexual, tudo isto pq a juventude ja cresce pensando em experimentar tudo antes de decidir alguma coisa, tipo assim, vou experimentar dar a bunda pra ver como é, ou vou experimentar dar um beijo nos meus amigos … bichisse pura, se todo mundo fosse criado pensando na ideia correta de sociedade iriam ter poucos gays, outra coisa que prova que eu estou certo é que na geração de seus avõs existiam muito menos gays que hj, pq disso ? pq não era normal ser gay, e a sociedade era criada sem essa de ter que experimentar de tudo …. resultado menos bichisse. pense nisso

    • Guilherme

      Você sabia que a AIDS se difundiou mais rapidamente nos casais homossexuais na época do seu avô pois, enquanto um indíviduo heterossexual tinha 10-13 parceiras em toda sua vida quando era muito foda, a média de parceiros de um indivíduo homossexual era 300. Pense nisto.

    • Julia

      acho que nunca li tanta idiotice num único comentário.

      e vou experimentar ser negra, bjs.

    • Panthro Samah

      Sério, meu, vc tem problemas. O cara aqui falando de racismo e vc vem falar que a cultura está sendo dominada pelos gays? Tipo, você está dizendo que os negros são gays? Que os quadrinhos são gays? Que os quadrinhos com personagens negros são gays? Ou que você não consegue tirar gays da cabeça?

      Vai se tratar!

  • Jackvon

    Acho isso sim racismo, ter que criar personagens pros negros, gays, afins se sentirem bem, pô, isso na minha opinião é uma forma de racismo e de segregação, não de união…não foi falta de coragem da DC, o Batman é intocável, não pode ser negro (e outra, ele não é dos anos 1930, mas de 1940) definitivamente não… o Nick Fury negro da Marvel é do Universo Ultimate, e o Homem-Aranha negro não é o Peter, e na boa não me identifico com o personagem por ser branco como eu, mas pelo valor que ele tem, Bob Marley era negro e é uma fonte de inspiração pra mim, não ficava esperando uma versão branca dele surgir pra me inspirar, nem quero que isso aconteça, adorava o B.A. do E. Classe A, e eu sempre era ele quando brincava, não me ligava na pigmentação…mas se o negro espera isso pra ele, então acho que ele é mais racista do que quem ele pensa que seja um…Acho uma ofensa e forçazão de barra querer agradar, mas sabemos que as editoras na verdade não querem só agradar, querem mais vender, e numa sociedade menos preconceituoso de hoje, isso vem bem a calhar…mas o politicamente correto é um saco, e estreita e limita a criatividade…Coragem e superação pra mim é fazer algo novo, ser criativo e encarar o projeto dar certo ou não, estar a frente de seu tempo, como os roteiristas e artistas das eras de ouro de prata eram pra sua época, hoje falta muita criatividade, hoje não se inventa, só se reiventa, legal, mas não é suficiente…

  • felipe perini

    baseada em qual fonte foi divulgada a informação que o público de ufc nos estados unidos é predominante mulher ?

  • José Pedro

    Mulher não é raça. Então, não entendo porque o “racista”.

    No mais, concordo com Wellington,Teski, etc.

  • tank

    exatamente ontem estava assistindo uma entrevista com Stan Lee, na tv a cabo, e ele falou sobre a criação dos seus herois, que ele colocava em cada um deles um pouco da sua experiencia pessoal, não dá pra fazer um heroi negro, ou gay com sinceridade assim a menos que os criadores realmente vivenciem aquilo, por isso cabe a estas pessoas elegerem seus bons representantes e estes criarem seus herois e se identificarem com eles, na mais será apenas escritores brancos e heterosexuais tentando forçar a barra para se tornarem politicamente corretos.

  • Paulo Andre

    Acho no minimo ingenuidade querer que a DC mexa em personagens antigos, com mais de 50 anos de idade em nome de uma “ideologia de igualdade racial”. Os 3 grandes: Superman, Batman e Mulher-Maravilha são brancos. Promover a integração racial não significa que temos que tornar todo mundo negro, ou judeu, etc.

    Uma ótima e´poca de histórias apenas com negros foi a fase do Pantera Negra na marvel, onde pudemos ver o heroi, junto com Luke Cage, Dr. Vodu, tempestade, entre outros, em histórias ótimas. E eram ótimas pq eram boas mesmo e nao pq os personagens eram negros.

  • http://www.facebook.com/aeonmax Maxwell Barbosa

    Alterar o que já esta marcado para atrair um publico mais atual não vai levar a lugar nenhum, só um bando de histórias ridículas e a ira dos fãs antigos. Tornar o Homem Aranha hispano-negro-asiático vai justificar o que? Considerar que apenas uma escritora esta trabalhando na DC não significa muita coisa também. Quero saber aqui quem acompanha a liga de futebol feminino… rsrs. Enfim, um personagem bem trabalhado pode ser azul com bolinha vermelha que fará sucesso. Um escritor, homem mulher ou gay vai se sobressair se tiver alguma coisa decente nas mãos. Sei que existe algum tipo de segregação no mundo dos quadrinhos e dos escritores, mas isso não vai mudar do dia pra noite. É só continuar o trabalho que bons profissionais já começaram, e um dia isso tudo será conversa do passado.

    • luiz

      Sou homem, heterosexual e acompanho sempre a ginástica olímpica feminina! E usar um símbolo antigo ( como o homem-aranha) dentro de um cotexto novo ( hispânico) é abrir possibilidades para histórias totalmente novas nas mãos de um bom escritor.
      Mais do que diversificar etnias, a questão é diversificar e inovar nas histórias, o que pode ser feito explorando novas roupas, ambientes, poderes, etnias, etc.
      Os melhores exemplo que conheço são com o Superman,pois a Supergirl(sexo), o Superboy(idade) e o Aço (etnia e poderes) são todos ótimos exemplos da inovação em cima de um mesmo personagem/simbolo! Que todos que reclamaram da cor da cueca do Superman lembrem-se disso!

  • Lendaker

    Mulheres escritoras, ótimo! Acho que são tão capazes quanto… agora quanto a mudar os personagens principais… hummm já não sei, pois é questão de habito, de já termos visto aquele simbolo por tantos e tantos anos, acho que a ideia seria bem mais atraente se for novos heróis, um dos heróis que curti muito foi o super choque acho que deveria ser investido muito mais encima dele. E aproveitar o embalo e criar alguns novos heróis,

    • sabbac

      Infelizmente, o criador do Super-Choque (e também co-autor de vários personagens DC, roteirista, produtor, etc.) faleceu em fevereiro de 2011 deixando saudades e projetos em aberto.
      Que ele esteja em paz em uma Terra-paralela melhor…

      • Lendaker

        Nossa que triste disso não sabia, isso explica pq não foi para frente.

    • Maruca

      Tam adorei super shock! assistia sempre!lha awe a prova de q novos perssonagens de outras etnias pode dar certo!mas tip um personagem mudar de coor é demais! see o caso for a criação de um novo homem aranha com uma historia individual faz mais sentido

  • flasHQ

    Acho que mulheres escritoras de quadrinhos precisam de fato de espaço, mas para isto elas precisam conquista-los, se as melhores escritoras forem as mulheres, o interesse falará mais alto do que o preconceito, é como na música, os americanos podem ser extremamente racista, mas na hora de fazer negócio, se o musico ou cantor negro for o que der grana graças ao seu talento, ninguém abre mão de explorar. Racismo nos tempos de hoje é burrice, o ator com o melhor salário nos anos 2000 foi o Will Smith, as maiores cantoras desta década (Beyonce e Rihanna) são negras, na hora da grana, não existe preconceito, se o personagem da moda for um negro, ninguém vai questionar o racismo e vai todo mundo encima querendo tirar a sua fatia, só falta criar este personagem, se até um capeta dos infernos fez sucesso nos quadrinhos ao ponto de ganhar 2 filmes, acham mesmo que a questão é racial? a questão é falta de qualidade mesmo e de busca pelo espaço.

    Tudo é questão de talento e interesse, enquanto o branco racista estiver no tipo porque nós o aceitamos como nosso representante, a coisa vai continuar assim, no momento que abrirem os olhos e perceberem que o mundo mudou e que todos somos de fato iguais e que a diversificação é o melhor caminho, ai sim evoluiremos.

    Tenho sangue espanhol com italiano, mas amo a cultura japonesa mais que tudo, amo a musica negra e acho os atores negros os mais talentosos, acho mulheres ruivas lindas, gosto do visual Mod que é inglês, mas inspirado na moda italiana nos anos 60, logo acho que o mundo inteiro é meu playground, o melhor do mundo esta espalhado pelo mundo todo, se tem gente acéfala que aceita uma visão fechada de que isto ou aquilo é melhor, é problema do próprio, no final das contas, a cultura de quadrinhos americanos nunca foi muito relevante (e veja bem, eu li muito quadrinho e até hoje tenho interesse por este material), alias toda a cultura americana é muito relativa a seu interesse, aos seus ideais baratos e cafonas, querer entender de um mercado que não se importa conosco e pior, vivemos em um meio que é incapaz de criar seu próprio material relevante (m,esmo tendo muitos dos melhores artistas do meio) só mostra como o foco tá todo errado. Se queremos algo diferente, temos que fazer este algo diferente e mostrar que existem outros caminhos e não esperar que empresas velhas e cheias de formulas e convenções de mais de 60 anos, mude simplesmente. é toda uma cultura e modo de pensar envelhecido e imaturo, os heróis são como eles devem ser, enquanto não se criar novos heróis que os superem no interesse, vai continuar assim, o problema e que sempre se cria algo baseado no que já existe…

    Spawn era um personagem negro de grande sucesso que só perdeu força pela falta de qualidade, e não por questão racial, logo, em sua época aviam outros personagens negros e sucesso mas pouca relevâncias (Aço), enquanto não tivermos um bom personagem com boas histórias para manter a constância e virar um medalhão, as criticas e choradeiras vão continuar sendo que a única coisa que poderá causar mudança é a qualidade e isto sim, está muito em falta!

    Personagens negros tem aos baldes, o problema pé que falta história relevantes destes personagens… Qualidade que desperta interesse no final é a tônica de tudo!

    • Marton Santos

      Concordo com você em vários pontos. Principalmente no que se refere a material novo e não a adaptação de material antigo. Mas isso leva a outra questão importante que é a falta de profissionais negros trabalhando para as editoras. Normalmente existe uma tentativa de mostrar a diversidade, mas feita por escritores que não conhecem essa realidade. A maioria dos personagens de outras etnias acabam sendo diferentes só na cor, mas em sua essência são versões de outros tantos…

      • flasHQ

        Concordo, mas ai tem a questão, quantos escritores negros de talento realmente se interessam em escrever quadrinhos? Teve um de grande talento que criou o Super Choque (infelizmente ele faleceu).

        Contudo Spawn (criado por um autor não negro de enorme sucesso nos anos 90) pode não ser o personagem ideal, mas também não era uma representação de toda ruim, pelo menos não enquanto personagem negro (quais quer problemas do personagem não vinha do fato dele ser negro, alias, todos os personagens negros presentes naquela revistas eram negros até muito idealizados, eram os melhores em tudo, algo que sinto ser positivo, mesmo porque no quadrinho e no cinema pipoca a tendencia é mesmo representar todo mundo de forma idealizada…).

        No final, um bom personagem vai além de sua raça, e é sim possível se criar um personagem de uma raça que não seja a mesma de seu autor se focarmos nos sentimentos humanos, o que não se dá pra fazer é representar uma cultura (que ai vai além da questão racial) sem ter conhecimento dela, por exemplo, como não estereotipar um chines se você escrever uma história sobre um chines sem conhecer nada da china? Agora fazer uma história de um brasileiro (alguém nascido no Brasil) com descendência chinesa, logo, estaria fazendo uma história com um personagem que vive uma realidade relativamente similar a minha, mas com traços chineses onde eu poderia explorar alguns elementos da cultura chinesa que ele se interesse 9ou eu tenha conhecimento). Agora como faria um personagem branco que é apaixonado por astronomia se nada sei de astronomia? No mínimo eu teria que pesquisar muito, e para isto funcionar, teria que ser algo que atrairia um mínimo de interesse, o problema é que a maioria das histórias são pouco baseadas em pesquisas e mais em como eu agiria em tal situação se fosse tal personagem (claro que estou generalizando demais).

        O difícil mesmo, eu acho, é criar uma situação, obrigar a um grupo que não tem conhecimento a escrever algo que não interessa ou não entenda, seja pegar um grupo que não entende de quadrinho para escrever para maquiar uma realidade ou pegar autores de quadrinhos para escrever de assuntos fora de seu interesse ou realidade pra fazer uma imagem, no final, vai ser algo sem alma, acho que a coisa deva se resolver naturalmente com o surgimento de interesse espontâneo, assim como existem bons músicos de jazz brancos porque se dedicaram aquela arte, creio que virá uma série de grandes artistas fora do cliché com capacidade de abordar temas que hoje dizem não serem explorados, mas para isto é preciso ter interesse e dedicação para serem revelados os talentos em todas as raças, culturas e sexos e sexualidades.

        • Panthro Samah

          Wolverine no Brasil! Alguém lembra disso?

  • C_Reaper

    cara, e se continuar nesse caminho, nossos herois, que outrara simbolizavam valores, se tornarão apenas coisinhas, sim coisinhas sem sentindo que servirão apenas para transformar nossos filhos em coisinhas tbem… e esse negócio de alterações sem sentido é só para f@#$% com o hq, mas que façam e vjam as edições irem para o brejo, pois eu não compro mais…(se continuar assim)

  • C_Reaper

    kkkk…querem saber o por que? Porque não ha no momento mulheres criativas como os homens, e tem mais, se querem o seu lugar ao sol, façam como a gente (sejam capaz e façam por merecer) e não me venham com esse discurso de coitadinha vitimizadas por uma sociedade machista e blablabla…. e o pior é esse monte de babaca que concorda com isso sem pensar em nada…. malditos manginas lambe saltos(vcs envergonham a classe masculinista, pois temos que fazer a parte de vcs tbem…. horrem as bolas q vcs tem no meio das pernas…

    • Marton Santos

      Momento vergonha alheia do dia.

      • Gil.d

        vergonha alheia da sua foto da sua cara feia. kkkkkkkkkkkkkk

      • http://www.foda-se.com.br jonnie

        eu acho engraçado brancos que querem defender nós negros… voce nao sabe de nada cara… nao adianta querer botar cotas pra negro em tudo agora que a gente vai ficar feliz

        isso me deixa com vergonha de ser negro, mudar personagens famosos só por motivos banais

    • Dener Fabricio

      Quêisso, homem?!?!?! Calma…

    • sabbac

      (-.-)’

  • http://meioorc.com Heider Carlos

    Pra mim mudar a história e a etnia só para agradar aos defensores do politicamente correto é uma atitude muito hipócrita. O Homem-Aranha negro não é Peter Parker, e seria ridículo se fosse. Peter Parker é um personagem com décadas de tradição e toda uma mitologia por trás dele. Estou ansioso pelo Miles Morales, parece ser um personagem muito interessante. Interessante o bastante pra não precisar do nome Peter Parker para fazer sucesso. Nos Estados Unidos são comuns obras voltadas para negros e para brancos, o que não é encarado como preconceito por lá. Assim, temos filmes, séries e tudo mais separado. Aqui no Brasil não é assim, e dá pra notar que o personagem e a qualidade das histórias são fator crucial para a aceitação. John Stewart é um dos Lanternas Verde pela cor de pele, mas por ser um personagem bacana. Tomara que o “Batman B” tenha sucesso pelas próprias qualidades, e não por coitadismo. Senão ele já nasce fadado a desaparecer no oceano de personagens mal explorados.

  • tainan

    O negocio é que eles estão mexendo com icones de varias gerações.Se eles querem mostra essa nova mundo então porque eles não trabalham nos herois negro,asiaticos e etc ja existentes?Ou criam novos herois,ate herois gays?Os fãns estão relcamando não porque são racista é poruqe estão mexendo com os icones deles,os herois dele.tenho certeza que se falarem que a tempestade dos X-men vai vira uma mulher branca,loira e com olhos azuis o povo vai reclamar e muito.

  • http://www.1berto.com.br Humberto Teski

    Acho que essa análise é muito simplista. O fato do homem-aranha ter ficado negro é muito mais uma jogada de marketing do que uma preocupação da editora Marvel com questões sócio-culturoais étnicas.

    Claro que houveram alguns (poucos) casos que essa transição se justificou. Por exemplo: o Nick Fury com cara de Samuel Jackon foi um grande acerto, pois o personagem no universo tradicional nunca empolgou tanto, nem vendeu o peixe de ser realmente “badmotherf&cker”.

    Agora, a questão é outra: pq não trabalhar novos heróis, com etnias diferentes, com boas histórias, para que esses heróis de culturas diferentes sejam aceitos pelos leitores. A solução de transformar a etnia de um personagem já estabelecido nunca funcionou, pois joga fora toda a mitologia já criada. É algo com as cotas criadas no Brasil. Parecem uma boa ideia, mas não resolvem o problema. Aliás, resolver um problema num passe de mágica, segundo a Marvel, só fazendo um pacto com o Mefisto (vide Homem-Aranha).

  • Wellington

    Cara, essa coisa do politicamente correto tá ficando um saco. Como fã aos 33 anos, para mim o problema dos quadrinhos é outro. Esta geração de adolescentes não gostam do estilo, preferem outros traços e outras temáticas. Simples assim.

    • Anarca

      Exactamente. Homem ou mulher, heterossexual ou homossexual, o que conta é o mérito. Não é a percentagem de representação. É ridículo.