Remake de Fincher preenche lacunas deixadas pela adaptação cinematográfica sueca e o glorifica a um nível de intensidade maior.
A primeira adaptação cinematográfica do Best-Seller Millennium – The Girl with the Dragon Tattoo (batizado no Brasil como Os Homens que não amavam as Mulheres) produzida em seu país de origem, a Suécia, é um filme que alterna seus méritos e deméritos. O que faltou (e muito) à versão sueca foi um vigor de intensidade mais elevado a certas cenas de caráter sexuais ou aquelas que se exigiam uma carga mais brutal de violência sejam elas de nível físico ou psicológico, fatores “concertados” com êxito neste remake estadunidense do diretor do cultuado filme Clube da Luta, David Fincher. Um dos grandes pontos fortes de Fincher em Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres se dá no processo de preenchimento de lacunas, deixadas em aberto pela adaptação sueca. Fincher conduz um aprofundamento maior dos personagens, e assim também dedica um tempo maior de exposição a ganchos paralelos que se somatizam a trama, estes deixados de lado na versão sueca, e que se tornam extremamente relevantes a toda contextualização aqui abordada por Fincher. Outro fator que “pesa” na boa receptividade da história de origem européia aqui no ocidente se dá na mescla “étnica” de elenco. Todo o “charme” europeu e a ambientação da trama são mantidas, e o apelo “comercial” cresce e chama a atenção pelos nomes consagrados de seu elenco, como Daniel Craig, Rooney Mara e Christopher Plummer (tanto que o filme rendeu indicações ao Oscar).
O que torna outro fato exponencialmente determinante para que a versão sueca tenha sido fadada ao fracasso comercial por aqui , a falta de “nomes” de elenco, e que fez com que esta tenha sida lançada demasiadamente atrasada e diretamente na versão home vídeo. No remake de Fincher, Daniel Craig credita bem mais expressividade ao jornalista Mikael Blomkvist do que o sueco Michael Nyqvist da versão anterior. E o cineasta constrói a personagem Lisbeth (interpretada por Rooney Mara) mais ao estilo “heroína ocidental”, extremamente brutal e astuta quando se exige dela e com um visual bem mais “dark” e sombrio de que sua intérprete anterior, a atriz sueca Noomi Rapace. E assim como o preenchimento de lacunas são bem trabalhados, as cenas sexuais e violentas antes citadas acima, que deixaram a desejar na versão sueca, tornam-se “glorificadas” na ótica de Fincher. Estas que ganham bem mais contraste e realçam um vigor de crueza mais intensa e pungente, quando ficam expostas durante um tempo maior ao “explícito” da “anatomia externa humana” violada. Isto que torna-se algo tão rápido, plástico e desinteressante na versão sueca que só nos leva a conclusão que se torna um dos fatores determinantes para que a versão de Fincher seja bem mais relevante em termos contemplativos e artísticos do que a versão do país oriundo do best-seller internacional.















Lisbeth Salander ficou muito linda interpretada pela Rooney Mara, gosto muito da personagemm mesmo tendo medo dela. ‘-’
Não sei como todos gostam desse filme. Filme devagar, em vários momentos fui comer porque ja estava ficando entediada. Se não fosse pelo Daniel Craig o filme não ia ser nada, um bando de personagem sem graça, nem preciso falar daquela personagem feia, suja e esquelética. Mas pelo visto, a humanidade esta gostando cada vez mais de coisas feias, violentas e mórbidas,
Esse é um dos filmes mais intensos e assustadores que já assisti, as cenas que apresentam qualquer tipo de violência foram capazes de me segurar na cadeira do cinema, e devo confessar que cheguei a ficar sem ar literalmente, mas de longe esse foi um dos melhores filmes que já assisti nos últimos 5 anos.
Vi os dois filmes acho que o segundo é realmente melhor por que entende os personagens melhor que o primeiro!!!