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Rock of Ages /// Crítica

23 de August de 2012 / autor: / em: Cinema 3

rockofages poster Rock of Ages /// Crítica

Escrever sobre um musical é um pouco estranho para mim. Não é exatamente o tipo de filme que eu pessoalmente aprecie, afinal, ver pessoas começarem a cantar e dançar, em meio a uma cena dramática, costuma me causar uma certa vergonha alheia. Não se engane, gosto muito de filmes que envolvam música, por isso mesmo foi impossível, ao ver a primeira cena de Rock of Ages, passada em um ônibus, não lembrar da clássica passagem de Quase Famosos, onde os personagens cantam Tiny Dancer em uma viagem. Essa para mim é a cena mais musical do cinema, onde a canção se encaixa emocionalmente no filme, sem ser literal nem piegas. Mas tudo é questão de estilo, e com Rock of Ages a ideia, definitivamente, não é ser profundo e tocante. O exagero e o escracho acabam sendo o verdadeiro charme do longa, que em poucos minutos nos transportam para um universo extravagante e divertido.

Passado em 1987, no auge do Glam Metal – ou Rock Farofa para os íntimos – o filme dirigido por Adam Shankman é baseado no homônimo musical da Broadway, e mostra a jovem cantora Sherrie (Julianne Hough) chegando a Los Angeles cheia de sonhos e esperanças. Acaba assaltada e conhece Drew (Diego Boneta) que a leva para trabalhar no Bourbon Room, uma outrora famosa casa de shows, gerenciada por Dennis Dupree (o excelente Alec Baldwin) e seu parceiro Lonny (Russel Brand, em seu costumeiro papel abilolado que sempre diverte). A casa pode finalmente retomar o sucesso com a ajuda do Deus do Rock, Stacee Jaxx (Tom Cruise), mas tem que enfrentar a fúria da Primeira Dama da cidade, Patricia Withmore (Catherine Zeta-Jones), que deseja fechar o local em nome da família e dos bons costumes.

O romance de Sherrie e Drew é previsível e desinteressante, e serve apenas para ocupar espaço em cena com os dois personagens menos cativantes do longa. Isso é até compreensível visto que os dois atores são os únicos ali que tentam provar alguma coisa. Seus colegas de elenco, por outro lado, aparentam estar totalmente soltos e se divertindo como nunca. A trama de Dennis e Lonny para salvar o Bourbon, por exemplo, é infinitamente mais carismática e envolvente do que a principal. Os dois, aliás, protagonizam uma das cenas musicais mais hilárias dos últimos tempos. Afirmo: a ida ao cinema já valeria a pena apenas por essa única passagem. Outro que rouba a cena sempre que aparece em tela é Tom Cruise. O ator está à vontade no perturbado roqueiro como só o vi antes em Magnolia. Alías, vale ressaltar que os atores realmente cantam durante o filme, resultado de meses de aulas antes das gravações.

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Stacee Jaxx apavorando a mulherada.

Mas não se pode falar de um musical sem citar suas músicas. O filme é um deleite para os trintões e quarentões que viveram a segunda metade dos anos 80 e são fãs das bandas de Glam Metal, com suas roupas espalhafatosas, maquiagens pesadas e virtuosismo instrumental. Bon Jovi, Twisted Sister, Poison, Whitesnake, Def Leppard e Scorpions são apenas algumas das bandas homenageadas ao longo do filme, que como boa obra de nossos tempos internéticos, não deixa de lado os mash-ups em sua playlist.

Rock of Ages é uma boa diversão para seu final de semana, e não procura ser nada mais do que isso. Poderia ser melhor, é verdade, se o romance antes citado fosse uma sub-trama e não ocupasse tanto tempo em tela, mas ser descompromissado em uma época onde todo mundo parece querer ser relevante e denso, já não deixa de ser uma virtude e tanto. Procure um cinema com um ótimo sistema de som e divirta-se nos anos 80!

Marton Santos
Editor do Páprica. Paga no máximo 50 pratas por uma foto do Homem-Aranha cometendo algum crime. Twitter Facebook

3 thoughts on “Rock of Ages /// Crítica

  1. Luis says:

    O filme é divertido até naum foi feito pra ser grande mas é legal e falar por exemplo Alice Cooper restart de outra epoca OMG,o unico que da essa impressão é o I wanna rock do Twisted sister pelo amor

  2. Mateus says:

    Comentário Xiita…Pode se q foram cheios dos excessos… mas daí vieram otimos músicos… pq não ótimas músicas??? (Basta lembrar q até o Maiden fazia pose!!!!) agora dizer q foram o restart de antigamente… é um pouco exagerado…

  3. Otto Murdok says:

    Ja tem um ponto alto para que o filme seja uma porcaria…Glam Metal. Cara quem gosta de rock sabe que esses mane purpurinados eram os restart de outrora. Foi a forma comercial de se vender o rock e afunda-lo. Por isso que eu acho quem os verdadeiros rocker nao vao ver o filme com bons olhos.

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