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Busca Implacável 2 /// Crítica

5 de October de 2012 / autor: / em: Cinema 0

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No meu cadastro mental de filmes eu tenho a categoria “Supercine”. Sabe aquele filme que você nunca ouviu falar, que não acompanhou a produção, que não viu nenhum trailer e nem mesmo sabia a sinopse mas que, por acaso, parou para assistir e se surpreendeu? O primeiro Busca Implacável é um desses casos. Uma coprodução francesa, americana e inglesa, o longa teve a mão de Luc Besson como roteirista e produtor e acabou fazendo um sucesso inesperado quando lançado em 2008, o que garantiu uma sequência agora em 2012.

É incorreto dizer que o segundo longa, dirigido por Olivier Megaton, é mais do mesmo. Pelo menos em sua primeira metade. No primeiro filme, a máfia albanesa de tráfico de mulheres em Paris foi dizimada por Bryan Mills (Liam Neeson) enquanto buscava por sua filha Kim (Maggie Grace) que havia sido sequestrada. Agora é a vez das famílias das “vítimas” buscarem vingança contra Mills. Enquanto tenta se reconciliar com Lenore (Famke Janssen), sua ex-esposa, em uma viagem a Istambul ambos caem nas mãos dos vilões e só conseguirão se libertar com a ajuda da filha e da experiência McGyveriana de Mills.

A premissa é interessante justamente por fugir do grande problema de ter que criar um novo vilão para o protagonista. É possível encarar Busca Implacável 1 e 2 como um só filme, dividido em duas partes e isso é um ponto positivo para a produção. Ou seria, caso os vilões da continuação não soassem como uma versão mais amadora e atrapalhada dos primeiros. Os capangas albaneses não demonstram a mínima organização e caem como cartas de baralho perante o expertise de Bryan Mills. Não fosse o elemento surpresa e a aparente falta de segurança pública nas ruas de Istambul, os vilões seriam um bando de caipiras com desejos de vingança mal resolvidos.

Apesar disso, as cenas de ação são boas e transformam Liam Neeson em uma espécie de Steven Seagal que sabe atuar. As soluções que o personagem encontra, apesar de improváveis, em muitos momentos, soam convincentes na pele do ator. E esse fator é essencial, especialmente, nas sequências onde Kim é guiada pelo pai em seu resgate.

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O problema do longa recai justamente em sua parte final, quando Mills começa a já esperada eliminação de seus antagonistas. É aqui que o filme se aproxima demais de seu predecessor, passando aquela sensação de déjà vu, tão comum em muitas continuações. Apesar de ser o que muitos espectadores esperam, o desfile de tiroteios e mortes pelas ruas de Istambul pode se tornar cansativo. E é aqui que percebemos que o filme não se leva a sério. Depois da aparente vulnerabilidade, tanto emocional quanto física, na segunda metade do longa Mills retoma sua postura indestrutível, o que só acaba tornando o desfecho ainda mais previsível.

Apesar de seus defeitos, Busca Implacável 2 ainda é uma boa diversão. Ainda mais se estiver passando na TV em um sábado a noite em que você não tenha nada mais para fazer.

Marton Santos
Editor do Páprica. Paga no máximo 50 pratas por uma foto do Homem-Aranha cometendo algum crime. Twitter Facebook

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