Game of Thrones /// Por que George R. R. Martin é tão imprevisível?

3 de June de 2013 / autor: / em: Séries 69

Ontem foi ao ar na HBO o penúltimo capítulo da terceira temporada de Game of Thrones. Esse também era um dos episódios mais aguardados por quem já leu os livros escritos por George R. R. Martin e traz uma das cenas mais chocantes de toda a série. Obviamente o texto abaixo contém spoilers, portanto se ainda não leu o terceiro livro da série Crônicas de Gelo e Fogo, A tormenta de Espadas, ou assistiu o episódio de ontem a noite, mantenha-se distante.

 

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Desde o primeiro livro/temporada George R. R. Martin mostra alguns conceitos para seu público. O primeiro deles é: não há protagonista. O livro ainda engana mais o leitor nesse aspecto ao contar a história sob o ponto de vista de alguns personagens chave. Os mais desavisados podem entender que aqueles são os personagens principais. Ledo engano. Essa é uma artimanha narrativa usada pelo autor e que pode servir para evitar mostrar algumas coisas, já que o personagem “narrador” não estava presente, e também para nos familiarizar melhor com estes personagens. Nada indica que eles são intocáveis, virtuosos ou mais merecedores de atenção do que outros. Apenas cumprem seu papel, como peças de xadrez na mesa do autor. Quando Eddard Stark é decapitado no final do primeiro livro, a cena é contada sob a perspectiva de sua filha Arya, e chega a levantar algumas suspeitas no leitor, pois a garota tem dificuldade para reconhecer o pai, mal tratado, magro, sujo e com uma barba de semanas. Estariam os Lannisters executando um sósia? A série é dura e cruel ao desfazer essa dúvida. Vemos Sean Bean ser sumariamente executado com sua própria espada. Essa crueza na narrativa e no trato com suas crias é o que diferencia Game of Thrones de 90% da ficção de fantasia disponível no mercado. Acreditar em um lugar onde dragões são usados como arma de guerra e feiticeiros revivem os mortos pode ainda ser difícil, mas a tarefa é menos árdua quando esse mundo fantástico tem muito da injustiça e imprevisibilidade do nosso. Em Westeros os nobres de coração não voltam para casa cantando canções sobre seus feitos. São assassinados por aqueles dispostos a deixar princípios de lado.

Outra passagem que mostra de forma interessante como Martin usa a perspectiva de alguns personagens para descontruir a imagem dos mesmos, também foi revelada na terceira temporada. Jaime Lannister tem a imagem do herói galante e honrado, mas desde o início da série é mostrado como um vilão. O Regicida. O homem que quebrou um juramento sagrado e matou o rei que jurou proteger com a vida. Em um dos diálogos mais sensacionais de toda a série ele conta a Brienne sua versão da história, ignorada por todos até agora. Ok, ele continua sendo o sujeito incestuoso e que tenta matar crianças para manter seus segredos, você pode dizer. Mas a quantidade de camadas que o personagem ganha ao ser esse acúmulo de erros e acertos é o que o torna quase palpável, em meio a um mundo totalmente fantasioso.

rainsofcatamere Game of Thrones /// Por que George R. R. Martin é tão imprevisível?

Todos morreram. E eu avisei que tinha spoilers.

Mas o episódio de ontem, e que tanto está gerando polêmica na internet nessa segunda-feira, sela o destino do último alicerce de correção inquestionável da série. Robb Stark era o sucessor direto de Eddard não só na linhagem de Winterfell, mas também nos princípios de justiça e honra. Não há lugar em Westeros para personagens assim e o autor trata de cortar o bem pela raiz.

O Casamento Vermelho talvez seja o evento mais ultrajante de toda a série de livros. Um divisor de águas que fez muitos leitores desistirem da série, fenômeno que deve se repetir na TV. Os queridinhos do público, Tyrion e Daenerys, continuam por lá, pelo menos por enquanto, mas o massacre visto ontem nos salões d’As Gêmeas deve frustar a platéia que esperava um desfecho com Robb vingando o pai e exibindo a cabeça dos Lannisters em praça pública. Martin não tem simpatia por heróis. Não tem simpatia pela justiça. E, provavelmente, não nutre um desejo por finais felizes. A Guerra dos Tronos é um evento onde tudo pode acontecer, e onde normalmente se paga pelos erros cometidos. E se paga com o preço do ferro.

O Rei do Norte está morto, e Game of Thrones mais viva do que nunca.

Marton Santos
Editor do Páprica. Paga no máximo 50 pratas por uma foto do Homem-Aranha cometendo algum crime. Twitter Facebook

69 thoughts on “Game of Thrones /// Por que George R. R. Martin é tão imprevisível?

  1. Denis F de Almeida says:

    Não li o livro mas o que parece que o escritor não quer deixar nada definido a morte de 3 membros da família Stark não quer dizer que poder ter um desfecho trágico e que o autor não goste de heróis mas que deu-se para entender que Dane ris e a legitima herdeira do trono
    de ferro por sua família ter sido expulsa praticamente ,mas eu acredito que muito águas e guerras ira acontecer em Game of Thrones e uma serie cheia de segredos que está ao redor de todos,lembrando que eu acha que a historia ira rodar entorno Braam e Aria ….

  2. fuckgot says:

    Lixo de série

  3. Gustavo Prado says:

    A história se acumula como um punhado de símbolos ambivalentes, sendo norteada por aquele que conta e aquele que vê. Simples assim. Nossa visão sobre a história hoje, está sedimentada pelo HOJE e toda a carga cultural desse ponto de vista. Por isso, geralmente, costumamos culpar nossos antepassados pelas crueldades que fizeram (o racismo é um exemplo disso, assim como as invasões na américa). Seus argumentos, amparados numa lógica binária, ocidental e contemporânea apenas diz isso; nada mais, nada menos. Infanticídio, por exemplo, não era tão abominado, mas acabou se tornando com o decorrer do tempo, assim como matar num duelo (que hoje é considerado ilegal). Você está lidando com um ponto de vista universal e determinante, ignorando todo um contexto cultural; ou seja, ignora que a própria cultura se desenvolve, se muta.

    Em GoT, o autor/narrador trabalha apenas pontos de vistas, culturas. Isso é bem explorado (bem emblemático, na verdade) no casamento de Drogo, com as mortes decorrentes do próprio ritual. A genialidade do “narrador” está na capacidade de construir ideologias diferentes e torná-las palpáveis na boca e nas ações dos personagens, ao invés de tentar explicar quem está certo. Ao mesmo tempo que acompanhamos um personagem que acredita no “deus único”, podemos logo em seguida, lidar com outro, que é totalmente (ou parcialmente) contrário a essa ideia. O próprio título “Crônicas de gelo e fogo” já denuncia a distância do narrador dos personagens, mostrando que o Martin, sobre a alcunha de um narrador onipresente, quer nos contar a história de um reino (indivíduos, no coletivo) e não de algumas pessoas ou indivíduo. No final, sabemos apenas que o inferno vai chegar.

    1. A análise não parte do ponto de vista atual, Gustavo. Inúmeras vezes durante os 5 livros o ato de matar crianças é abominado, ou seja, assim o é para os personagens inseridos naquela sociedade e naquela época. Assim como o regicídio cometido por Jaime, o infanticídio é considerado assassinato puro e simples, sem honra, sem combate, sem opção de defesa. É só ver como Arya consegue circular pelos 7 reinos sem ser morta sem qualquer motivo aparente. Óbvio que entre bandidos essa lógica não prevalece, como em qualquer outra sociedade, moderna ou não.

      Como eu já disse em outros comentários, boa parte da crueza do texto de Martin é fazer você se identificar com um personagem que fez coisas erradas na vida. Muito erradas por sinal. Essa identificação diz mais sobre nossa natureza humana do que se, simplesmente, venerássemos nosso herói. Arrumar desculpas “sociais” ou “históricas” para justificar os atos do seu personagem preferido não só faz parte do jogo proposto pelo autor, como é algo muito semelhante ao processo que usamos para fazer nossas próprias concessões morais.

  4. Rosceli says:

    Preparem o coração para a Dança dos Dragões!

  5. Carlos Henrique says:

    Eu acho cômico o fato de alguém desistir da série por isso, é um motivo a mais para acompanhá-la, o desfecho que todos esperavam obviamente não vai mais acontecer, é algo totalmente inesperado e agora é como se um novo ciclo iniciasse, Martim é fantástico, eu sempre leio os livros antes da temporada começar, próximo domingo to começando o festim dos corvos.

    1. Cara… Eu não desisti, mas eu juro que fiquei uns meses para me recuperar do baque e voltar a ler novamente! hahaha

  6. evelryu says:

    Eu ainda acho que um stark será o último a sentar no trono de ferro… e acho que esse
    stark será a Arya. Mas ainda estou no 3º livro então nem sei se ainda sobrou algum Stark pra isso hehehe

  7. Lucas says:

    Muita reclamando que apenas os mocinhos se dão mal em GOT. Primeiramente, é necessário esclarecer algo, que está bem fundamentado para os leitores, mas não para grande parte dos telespectadores … não existem vilões ou mocinhos. Esqueçam essa visão maniqueísta. Os personagens perseguem seus objetivos, possuem erros e defeitos, alguns podem tender mais para um lado do que para o outro, porém eles são cinzas. Eddard Stark é um vilão para Daenerys, por exemplo. Em segundo lugar, mesmo assumindo esses conceitos, essa é uma visão de quem não sabe o que vai acontecer, sugiro que aguardem, porque na próxima temporada e na outra acompanharemos muitos desses ” bandidos ” se dando mal, mas terão de esperar. Entendam, Martin que dar um tom realista a obra, na vida real os “mocinhos” também morrem, ademais, os Starks apanham para dar a volta por cima depois, o final será muito mais recompensador, porém, nem por isso será doce, pessoas ” boas ” podem morrer, pessoas ” más ” podem se dar bem, assim você acompanha cada episódio pensando se o seu personagem preferido vai sobreviver ou se vai se dar bem no final, e não com aquele sentimento de ” Vai tudo da certo”, você vai sofrer com ele, mas também, se ele conseguir no final, você também ira festejar com ele.

  8. guto says:

    eu fiquei literalmente sem fôlego na hora que a galera começou a morrer no salão…deu uma sensação estranha vendo a Talisa sendo esfaqueada no ventre…mas no fim das contas, como o post diz, é isto que torna GOT tão empolgante.
    O episódio “finale” promete.

  9. Não li ainda o livro, provavelmente lerei-o mais pra frente, contudo no meu ponto de vista como critico entendo as pessoas que julgam a serie pelas atrocidades, pois são as mesmas que fantasiam esse mundo como sendo verde e cor de rosa.
    O que o autor quer mostrar é exatamente o contrario, é a verdadeira maquinação do submundo onde a unica moeda do jogo é o poder vulgo realismo. Heróis morrem todos os dias nem por isso vocês deixarão de viver, tenho minha religião e minha fé mesmo que um dia perca um ente querido ainda às terei.
    Enfim apenas agradeço a ousadia do autor que sem duvidas esta fazendo um excelente trabalho, e para os que acham que a estória terá um final infeliz, terá sim se você deixar de lutar digo assistir, mas quem sabe você não mude de opinião, afinal a guerra ainda não acabou e você já está desistindo!

  10. Bruno K says:

    Melhor comentário que fiz com o meu amigo q está 2 livros atras de mim sobre uma morte na estória:

    Eu: Vc gostava dele?

    Amigo: Gostava, ele era o Cara!

    Eu: É (…) Eu tb gostava.

    É isso q os livros são os melhores que já vi. Sem contar o tipo de narrativa que é sensacional

    1. Rodrigo says:

      Aposto que estavam falando do Víbora Vermelha!

      1. Marcos says:

        ou jon snow…

  11. Marcos Almeida says:

    Não acho que uma história deva ser necessariamente imprevisível pra ser boa.A própria saga da Daenerys é previsível até o talo e é boa.Enfim, o cara quis sair da mesmice e saiu matando protagonistas “á rodo” como se estivesse inventando a pólvora, sendo diferente dos outros.É um “truque” que funciona nos livros , mas na tv ou no cinema, se usado á exaustão, vai perder espaço.A grande maioria gosta de heróis e finais felizes ; apenas uma minoria é que é sádica e gosta de ver protagonistas morrendo.

    1. Rhodes says:

      Primeiro, não há protagonista como foi bem colocado pelo autor desse texto acima. Segundo, sobre o truque pode ser que você esteja certo, mas duvido; depois deste capítulo qualquer um que acompanha a série pela TV irá querer saber até onde essa estória vai – pelo menos eu quero. Terceiro, a grande maioria está apenas acostumada com finais previsíveis onde de uma maneira ou de outra ela já imagina como pode terminar. Ahh.. e não entendi sobre a minoria sádica, se a maioria gostaria de ver os malvados sofrendo e morrendo. Ambos se tornam sádicos, oras.
      P.s.: Eu não sabia que a série era tão boa, assisti as 3 temporadas nessa última semana e posso dizer que ela conseguiu prender minha atenção.

  12. Texugoelectrico says:

    O problema nem é que se paga pelos seus erros, o problema é que só os bons pagam pelos seus erros. Outro problema é que as pessoas pensam que o autor tem algo sério em mente quando os livros mostram (principalmente a partir do casamento vermelho) que o mesmo se vendeu, os livros perdem qualidade e a história perde-se e arrasta-se conforme as vendas dos livros aparecem, tal e qual a mais reles novela.

    Não se enganem, a história é a mesma de Lost, muita expectativa mas a “montanha vai parir um rato”, principalmente porque a partir daqui já não há volta a dar.

    Se quisermos pegar pelo ponto desta não ser a história dos Stark mas sim das várias casas então eu pergunto para quê mostrá-los como personagens centrais. Se for por causa de mostrar o “mundo real” então poxa, não tem nada de novo, o autor não tem nada de irreverente ou genial, afinal a literatura está inundada de finais infelizes e as nossas vidas também. A questão é que esses finais acontecem para ambos os lados, aqui não, os “maus” safam-se “mil” vezes… ah pfv já não há paxorra. O tipo gosta de provocar, gosta de matar os justos, ok, tudo bem, só me custa é que pensem que isso é fantástico. É triste, não gosto de ler/ver a história do que perde e já estou farto da mesma porcaria.

    1. felipe says:

      Concordo plenamente. Existe um clichê dentro da série de tornar personagens ruins mais palatáveis e tornar o bons fracos e descartáveis. Isso é legal e inovador por dois, três livros mas até o quinto esse mesmo padrão se repete. Achei o casamente vermelho forçado uma vez que Rob tinha o melhor exercito e mesmo traido este exercito iria lutar ate a morte levando ao desgaste de qualquer outras tropas inimigas. Sendo que tanto no livro quanto na serie o exercito parece morrer sem resistencia… ficou forçado!

      1. Kinho says:

        em primeiro lugar o exercito de Robb não resistiu pois estavam todos bebados e em segundo lugar nem todo o exercito foi destruido visto que varios de seus vassalos ainda tem tropas que usam para atacar Correrio com os Lannister

  13. m. wellbeck says:

    Outro fato imprevisível que prova que no livro se paga muito caro pelo erros e o final de A Dança dos Dragões, também nunca esperava (suspeitava) o que aconteceu.

  14. Samuel says:

    Essa serie sempre favorece os maus, eu não me Daenerys fosse a proxima a morrer simplesmente por acreditar na justiça ja que o autor é um playboy ante-heroi.
    Estou deixando de assistir a serie nem vou ver o ultimo capitulo!
    Sou antigo gosto de ver o vilão perde !

    1. Danilo says:

      Que bom!!!

    2. Thales says:

      então deveria continuar vendo, SPOILER a frente, continue a ler por sua conta e risco: no mesmo livro 3 em que na metade dele ocorre o casamento vermelho, depois disso uma galera Lannister é morta, sem conta que vários personagens considerados “maus” se fodem nos outros livros, mas vários do “bem” tb se fodem

  15. Marcus Vinicius says:

    Marton, claro que existem algumas coisas que só tem um ponto de vista. Mas o “mal” continua sendo relativo.E o Jaime é o maior exemplo disso nos livros, todos julgavam o regicídio dele, mas ninguém sabia o seu ponto de vista.E dai eu concordo com vc,essa genialidade do Martin, mostrando os 2 lados da moeda, e fazendo você pensar: “po, vendo por esse, lado acho que eu também faria isso”

    E acho que você como chefe da bagaça,Marton,devia colocar os “inuteis” ai pra lerem os livros. kkkkkkk Do 1 ao 5,e tratarem de fazer um cast sobre eles(digo, das Crônicas de Gelo e Fogo, não de Game of Thrones).Com spoiler total liberado, pra faze a alegria da galera.
    Ainda não vi nenhum podcast falando sobre os livros(nem aqui, nem em lugar nenhum).

    1. Vou fazer uma espécie de Casamento Vermelho pra eles. Convidar pra gravar um episódio sobre um tema bem light e quando todo mundo estiver tranquilo e sereno começar a metralhar spoilers na cara.

  16. Vivian Kahl says:

    Bom, já que o spoiler tá rolando, vou falar. Acho que quem está reclamando do Martin ser “rude” ou “ruim” com os personagens, PRECISA ler o livro. Eu vejo muitas pessoas reclamando da diferença entre a HQ de Walking Dead e a série, por exemplo. E as maiores reclamações são de personagens mau explorados, etc. Lógico que eu entendo que são mídias diferentes e, que de repente, seria mais “justo” manter o Robb ou a Catelyn, como grandes heróis. Mas é LINDO que ele, como produtor-executivo da série, não cagou fora do penico, e manteve a história o mais fiel ao livro possível.
    E, ainda assim, adaptações foram feitas! Um exemplo disso é a ida do Gendry pra Dragonstone com a Melisandre. No livro, isso não existe, porque em Dragonstone vive já um filho bastardo do Robert Baratheon, que tem cerca de uns 8 anos (e é ele que a Melisandre quer tacar no fogo, já que possui sangue real – mas o Stannis não permite!). Mas entendo a adaptação: pra que inserir um novo personagem, fazer todo o background dele, se é possível usar o Gendry, um personagem já existente, interessante e que, VEJAM SÓ, tem uma história com a Arya, outra personagem cativante. Agora.. do que adianta manter Robb e Catelyn vivos?? Como iria se desdobrar a tal batalha que ele queria travar em Casterly Rock?? Como justificar que Walden Frey, um velho escroto pra cacete, não ia se vingar?? E mais: se assim não fosse, também não faria sentido a traição de Roose Bolton, ou pelo menos, ela ficaria um pouco menos explícita para os telespectadores!
    Eu sou apaixonada pelos livros e, francamente, estou adorando a série! Acredito que, mesmo mudando a mídia, os produtores e roteiristas estão conseguindo manter a essência dos acontecimentos e ainda assim, deixar a trama um pouco menos intrincada do que ela é nos livros.

  17. Claus Kruger says:

    Confesso que fiquei surpreso com a morte de Robb, porém concordo com a Rosceli. Ele errou feio no campo da diplomacia…e mereceu morrer (a mulher dele também, que era insuportável).
    Quanto ao “imprevisível”; quer algo mais clichê do que aparecer um guerreiro boa pinta com os cabelos longos (Daario Naharis) pra ficar com a Daenerys? Lembra alguém?
    Se pudesse apostar (já que não li os livros), diria que Sor Jorah Mormont vai sobrar…talvez até morrer logo, já que o príncipe encantado da Khaleesi vai tomar seu lugar.
    Pergunta final: Será que só eu odeio essa mulher?

    1. Lucas says:

      Daenerys é uma anta, você não é o único amigo.

    2. Thales says:

      no livro ela não confia muito no Daario, mas adora dar para ele e usa isso para mantê-lo fiel a ela, já que ela está no meio de um ninho de cobras

  18. gosto de me surpreender com o enredo, mas confesso que me desanimei um pouco com esse “desfecho”

  19. Sandro Cesar Loureiro says:

    Quando estava lendo o livro, soltei tantos palavrões quando aconteceu esse massacre dos Starks nas Gêmeas, que quase tive vontade de parar de ler essa saga…..Minha família ficou impressionada pela minha reação a um simples livro….Foi até engraçado…

  20. Veri says:

    Ele tenta não ser banal mas ao mesmo tempo é…obvio que agora quem vai ser o herói de Winterfell vai ser o filho bastardo e como que vai dizer que ele não puxa para nenhum lado se o que faz com a parte da Kaleece é oque???

    1. Rosceli says:

      Não espere por isso cara pálida!

  21. Adilson José says:

    O autor não é “imprevisível”. Na verdade ele só não é apegado às fórmulas tão banais que já tá todo mundo acostumado.

    1. Qual o adjetivo pra alguém que não segue fórmulas prontas e desgastadas?

      1. Sue says:

        Gênio, na minha opinião.

  22. Sandro says:

    O certo nessa série é não se apegar aos personagens…pois pelo que vejo é que no final as crianças é irão vindas suas famílias….

  23. lol says:

    /// EDITADO ///
    Spoilers do que AINDA vai acontecer não, ok?

    1. Rafael says:

      mas eu quero saber! como faz?

  24. Luísa says:

    Nunca vi Robb como um dos heróis da saga, talvez por ele não ter POV nos livros. Pra mim o heroizinho típico irritante é Jon. Dany e Arya também parecem bastante superprotegidas por George Martin (e ai dele se matar a Stark bad-ass, aí sim eu largo a saga!). O Red Wedding foi algo muito bem construído, e que é extremamente necessário para mudar os rumos da história de ASOIAF, mas eu infelizmente não nutria tanta simpatia por nenhum dos personagens que morreram aí. Senti mais pela perda que Arya teve.

    1. Ulmo Wolf says:

      Ficar cega pode?

      1. Luísa says:

        Não queria dar spoiler, mas vamos lá: a cegueira é temporária e faz parte do treinamento dela. E ela tem a opção de desistir do treinamento (e da cegueira) quando quiser. Levando em consideração o que os outros personagens passam (Tywin, Jaime, Brienne, Theon, Bran, Cersei, Tyrion, Quentyn, Davos…), isso é brincadeirinha de criança.

  25. erik says:

    e por isso que a serie e boa.

  26. Osler says:

    Na verdade a melhor forma de encarar essa série é como se fosse uma tragédia grega, os personagens não são bons nem maus (tá, tem uns que são maus pra C¨*&¨), são apenas humanos e seguem seu destino por conta das suas próprias idiossincrasias.

  27. carlos rocha says:

    Bem , paro o espectador dado a herois em qualquer narrativa , vai ficar decepcionado com o fim tragico do personagem , mais apesar de chocado com a traição e a violencia , deixa claro a imprevisibilidade do autor , o que torna cada capitulo interssante , enbora o autor não seja perfeito em todos eles , vou ler os livros e notar mais detalhes ,espero que no fim , esta imprevisibilidade do no decorrer da serié não se torne um lamentavel engano ou engodo somente para prender o telespectador como ocorreu com LOST

  28. Daniel says:

    Estou deixando pra ler os livros depois de assistir a série. Vou começar o primeiro agora e só lerei o terceiro depois da quarta temporada! Assim, eu acho que a série fica mais interessante!

  29. Eu não li os livros, e apenas acompanho a série. Desde o início se tornou uma das minhas séries favoritas.

    Mas o que aconteceu no último episódio foi algo que julgo desnecessário, não a morte de Robb, mas a forma que isso acontece. Em mtos filmes e livros já tivemos a morte de um personagem que julgávamos principal ou mto querido. Mas a maneira que isso acontece em GOT é o que me faz ficar um pouco decepcionado. Afinal a morte de Robb só não foi mais sem graça do que se ele tivesse morrido engasgado com a própria saliva.

    Acho que a ficção não pode nem fazer as pessoas nem boazinhas d+ pq isso é fantasioso e nos deixa idiotas, mas também não pode ser tão cruel pq é algo que assistimos pra nos divertir e não pra nos perturbar ainda mais.

    Vou continuar, mas sempre com um pé atras. Pelo visto o autor é um menino mimado e não está ai pra agradar ao público, mas sim pra saciar os seus desejos mais sádicos.

    1. Victor says:

      Cara, antes de criticar, leia os livros! O casamento vermelho é de longe mais bem construído no livro do que na TV.

    2. Rodrigo says:

      Bah, o que teve graça, na série, pra ti? Além do fato do escritor ser um sádico, a série toda foi muito bem escrita.

    3. Léo Lima says:

      Bobagem isso que você falou. O que faz GoT ser o que é, é justamente a imprevisibilidade. A maioria das pessoas está cansada de ver adaptações nas séries, modificando o seu conteúdo original para agradar o público (Vide Walking Dead). Pra mim Game of Thrones só começou a ser interessante quando Ned Stark morreu no final da 1ª temporada. Ali sim eu disse: Pô, se eles mataram o Boromir decapitado, pode entrar na série o Tom Cruise que ele não estará seguro. E fodam-se os clichês.

    4. Rato says:

      Cara, sério, vai assistir um desenho da disney então.

      “[...] mas também não pode ser tão cruel pq é algo que assistimos pra nos divertir e não pra nos perturbar ainda mais.” – Fale isso para os fãs de terror e suspense.

  30. Rosceli says:

    Toda ousadia e falta de apego ao um padrão, deve ser exaltada na arte, quero ver coisas fora das formulas, fora da caixinha padrão. Só pela coragem de arriscar do autor ele já merecer meu respeito. Mas, não é só isso ele é perfeito, provavelmente As canções de Gelo e Fogo, são dessas obras que se tornam eternas e fico feliz de participas da criação de algo assim, só um alguém desprovido de valor critico para não perceber a grandeza e a profundidade dessa obra. George se manteve fiel desde incio a sua proposta, sua obras tem pés no chão, Robb Stark fez uma jogada errada foi um ótimo combatente em campo, mas na diplomacia foi derrotado. Pagou o preço por seu erro, merecido, abriu mão de uma aliança decisiva por um desejo egoísta, já quele como rei não poderia pensar apenas em si, já que representa o interesse de muitos, além do outro erro que cometeu com os Kastark sendo severo demais com eles, e acabou perdendo outro aliado. Resumido ele não era um jogador competente como Tywin Lannister.

    1. carlos rocha says:

      Concordo plenamente , a narrativa inovadora do autor , não esta nem ai para herois , como voçe bem disse , é um jogo , quem joga-lo melhor vencerá ,e não esta implissito que o vingador tem que ser o mais óbivio .

    2. Antoni says:

      parei de ler aqui, você falou tudo que eu penso Rosceli!

    3. Ulmo Wolf says:

      Excelente comentário.

  31. Não esta sendo Imprevisível, apenas seguindo fielmente o Livro.

  32. Paulo says:

    Todos morreram? -sqn!

  33. Dharuan says:

    Ótimo texto, acompanho os livros e a série, estava roendo as unhas no aguardo dessa cena :D

  34. “it´s real life,bitch!”Pinkman,Jesse

  35. Vim aqui pra saber quem tinha morrido ontem. Muito bom! Assisti a primeira e metade da segunda. De qq jeito ia acabar sabendo o que tinha acontecido ontem. Com certeza, continuarei, talvez na quarta temporada eu consiga acompanhar em tempo real.

  36. Texto sensacional Marton, tomei spoiler do casamento vermelho lendo a sinopse do quarto livro, não esperava que seria tão intenso esse episódio, Daenerys tem conquistado todo mundo, sim, há quem abandone a série depois do episódio de novo, Martin é um puto sem coração mas é isso que torna a série/livros uma experiência tão viva e intensa, chega a ser contraditório talvez, mas GOT é provavelmente uma das melhores coisas já criada para ler/assistir.

    1. Marcus Vinicius says:

      eu também po. Tomei spoiler do casamento vermelho lendo a sinopse do Festin dos Corvos.
      Quando vi lá: “Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos….”
      E nenhuma menção ao Robb, logo vi que alguma coisa tinha acontecido com ele

  37. rafael says:

    É, não podemos deixar de admitir que é algo inovador, diferente do cotidiano dos filmes, porém é complicado para um leitor, ou fã da série que passa 3 temporadas seguindo, se deparar com um herói até então oculto, ou talvez nem tenha herói, ou talvez o mal vença, mas que mal? Quem afinal de contas é bom e mal nessa história toda?
    Sigo a série, mas sinceramente o escritor foi rude demais em muitas coisas.

    1. Marcus Vinicius says:

      O mal é relativo. Não se pode pendurar uma placa nele. Não se pode tocá-lo ou cortá-lo com uma espada. O mal depende de como você se posiciona, apontando o dedo.
      Não acho que exista bem ou mal nas Crônicas de Gelo e Fogo.Cada um tem um motivo para fazer oque faz, e o motivo de um, pode não parecer tão bom para outro, mas isso não o torna “mal”.

      1. Guilherme says:

        Como de fato acontece na vida real, no seu trabalho não tem aquele cara que é o malvado e o cara que eh o bonzinho, todos fazemos o q fazemos com base no que achamos corretos, sendo assim eh tudo relativo, posso fazer algo q eu julgue bom, mas ao mesmo tempo pra outra pessoa seria algo ruim.

      2. Vilão e mocinho podem ser pontos de vista, mas o certo e o errado existem na série, como em qualquer lugar. Não há ponto de vista que justifique um personagem empurrar uma criança para a morte do alto de uma torre. A série não diz que não existe bem e mal, mas faz se perguntar: VOCÊ naquela situação, seria bonzinho?

    2. Wandrey C. Haagensen says:

      ****SPOILER****SPOILER ALERT****SPOILER****

      Nao existe herói oculto, mocinho, bandido, e todas as outras coisas que vc sempre encontra nas histórias… game of thrones é inovador! o provavel vingador dos Starks será a Arya, agora que ela está aprendendo a arte dos “assassinos” (repare que está entre aspas…) mas se tudo que Littlefinger está planejando pra Sansa Stark correr bem (o que eu acho muito dificil), ela terá poder e força para uma vingança monstruosa!

      1. Marcus Vinicius says:

        Marton, é justamente isso que eu to dizendo.
        Ele tinha uma justificativa para atirar o Bran pela janela, pra você, pra mim,e para maioria das pessoas ela não justifica nada.Mas tudo isso depende do ponto de vista de que se analisa.Afinal oque é certo e oque é errado?
        Na Inglaterra antiga,por exemplo, o estupro era uma coisa que acontecia normalmente e ninguém achava uma atitude abominável, já hoje, é um crime .
        Tudo depende dos conceitos implantados pela sociedade, oque é errado para você, pode não ser errado para uma tribo que vive no zimbabwe e vice versa..

        1. Infanticidio é abominado hoje e tambem pela sociedade de Westeros, Marcus. Não há outro senso comum presente na nossa sociedade, ou naquela onde o persoangem esta inserido, que justifique o ato. Sob o ponto de vista da história contada a atitude dele é ERRADA. Ponto. Não há ponto de vista pertinente. A diferença é que os personagens são tão bons que você pensa: será que eu não faria a mesma coisa naquela situação? E ai é que entra a genialidade do texto, não ao fazer algo errado virar certo por uma justificativa pseudo-social na trama, mas ao fazer a verdadeira natureza do leitor se refletir nos personagens. Existe bem e mal em GoT, só que ele diz muito mais do leitor do que do próprio personagem ou do autor. George R.R. Martin não te inspira nem te julga. Ele só aceita o mundo como ele é: cheio de gente mal intencionada.

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