É o Fim /// Diversão garantida no Apocalipse

éofimcartazSeth Rogen e Evan Goldberg são amigos de longa data. Juntos, eles assinaram os ótimos roteiros de Superbad (2007) e Segurando as Pontas (2008). Mas também erraram rude em O Besouro Verde (2011). Esse erro por sinal é assunto de uma das piadas que você verá em É o Fim, bromance politicamente incorreto que estreia nesse final de semana e que entra para galeria de acertos da dupla. Além de assinarem o roteiro, eles também são responsáveis pela direção do longa.

O elenco principal do filme reúne James Franco, Jonah Hill, Seth Rogen, Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robison. Isso sem falar nas inúmeras participações especiais de diversos artistas (e de Rihana), todos interpretando uma versão bizarra deles mesmos. O destaque dessas participações vai para Michael Cera que mesmo com pouco tempo de tela rouba a cena. A história começa com Seth Rogen buscando Jay no aeroporto, que chega a Los Angeles para passar alguns dias com o amigo. Após uma tarde com drogas, Tv 3D e Backstreet Boys, Seth arrasta Jay para uma festa na casa de James Franco, onde junto com outras celebridades eles terão que sobreviver ao apocalipse.

O longa é uma excelente sátira de filmes catástrofes, com direito a clichês como confinamento dos sobreviventes e racionamento de mantimentos. Os subtextos, dignos dos filmes de Romero, também não ficam de fora. Assim como o pai dos zumbis ja criticou o consumismo, aqui o alvo da crítica/piada é o estilo de vida superficial, alienado e o ego inflado das celebridades de Hollywood que acreditam que suas mansões são à prova do fim do mundo. Além disso, também presta sua homenagem a cultura Pop, citando diversos filmes e lembrando também do grande hit do Youtube Gangnam Style em uma de suas melhores cenas.

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As conversas sobre assuntos cotidianos, mesmo estando em uma situação de mer$%#$, provavelmente foi o que chamou atenção de Tarantino, que recentemente divulgou sua lista dos 10 melhores filmes de 2013, deixando É o Fim na 10º posição. Ainda que sutil, é possível enxergar uma homenagem ao diretor quando Jay e Seth discutem no carro sobre o hambúrguer que os dois estão prestes a comer.

É o fim mostra que essa geração de comediantes sabe rir de si mesma, fazendo piadas sobre as atuações repetitivas de Seth Rogen e mostrando seus amigos como “bundões” assumidos, capazes de interpretarem heróis nas telas, mas incapazes de agir em uma situação de emergência real, deixando as vezes de badass para uma garota com metade do tamanho deles.

O clima de improviso deixa bem claro que o elenco se divertiu fazendo o filme. É impossível não notar que se trata de um grupo de amigos que resolveu se reunir para fazer um ótimo trabalho, deixando que as piadas fluam naturalmente. Muito diferente do filme Gente Grande (2010) que também reúne um grande número de comediantes pagos para fingirem que são amigos e que estão se divertindo, resultando em um empilhamento de piadas perdidas.

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  • lucas

    muito bom mesmo, aconselho a ver depois o Roast do James Franco os cara são assim mesmo na vida real. muito foda

  • http://twitter.com/diegomariolo Diego Mariolo (@diegomariolo)

    Eu estava em dúvida se valeria a pena e o preço do ingresso… vou assistir e colocar na conta da indicação do Leonardo.

  • Iago Reis

    fico feliz em saber que o filme vale a pena. tava doido pra assistir esse. valeu leonardo!!!