Papricast 244 /// RetrospecTRETA 2017

Nada melhor do que começar um ano novo expurgando as tretas do ano anterior, certo? Por isso essa semana vai ser um remember das grandes (e nem tão grandes) tretas que mexeram com o 2017 de quem acompanha o mundo do cinema, séries e… o Papricast. Junto com Nayra e Priscila Schall, vamos relembrar os grande momentos tretosos do último ano e lembrar porque, afinal, 2017 mexeu com as emoções das pessoas.

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  • Cau

    Os blocos dessa semana estão demais! Serião.
    É sempre bom lembrar que abusos, assedios e estupro não são questões de desejo e sexualidade, é poder. E infelizmente Hollywood é um reflexo da sociedade em geral e com agravante porque, além de terem poder, essas pessoas têm holofote. O que pode ser vantajoso se esse poder e esse holofote estejam sendo utilizados para trazer a discussão e fazer algo a respeito. Diferente da J.K Rolling que está fazendo um desserviço, ainda mais se levarmos em consideração todo o subtexto do universo que ela criou e toda a historia de vida dela. Uma coisa que pouca gente sabe é que a J.K Rolling é MUITO chata quanto a propriedade dela, não deixa fazer ou soltar NADA que não tenha sido aprovado por ela ou concorde com os valores e o que acredita (não deixa fazer balde de pipoca promocional de cinema pq ela acredita q pipoca nao faz bem para os dentes) Então, fica bem claro que o posicionamento dela é “apoio abusador”.

    Ótimoo programa. Continuem com esse baita trampo de vocês<3

  • Fabíola Costa

    A voz de vocês todo dia útil? Não tem como não ser maravilhoso! Gostei muito da mudança.

  • Douglas do Espirito Santo

    Eu não sei se vocês já perceberam que mulheres e negros diretores/diretoras são monotemáticos?
    Mulheres só fazem filmes sobre machismo e feminismo,quando não é filmes românticos e com a
    exceção da Kathryn BigeloW.
    E negros só fazem filmes sobre racismo,mesmo dourando a pílula com gêneros como no caso Corra.
    Isso não é um perigo,quero dizer esses filmes invariavelmente irão alienar ou hostilizar os maiores financiadores do cinema pelo menos nos EUA,homens brancos no aporte de dinheiro diretamente ou na bilheteria.
    No movimento Blaxpoitation só era permitido negros na atuação,direção,roteiro e nas demais funções,e quantos clássicos deram para a história do cinema,Shaft?gosto original e da refilmagem com Samuel E. Jackson, mas não é um clássico.

    • martonsantos

      Verdade Douglas. Nunca tinha parado pra pensar em como os filmes do Antoine Fuqua, por exemplo, são de “temática negra”. Tem aquele dele: Rei Artur, onde um cara negro, desenterra uma fucking espada negra, de dentro de uma pedra negra, cravada no coração do Harlem e vira o rei da porra toda, com seus cavaleiros negros da távola negra redonda. Dele também é o remake de Sete Homens e um Destino. Todo mundo sabe que o faroeste é um gênero que GRITA negritude. Dele também tem aquele filme chamado “Invasão a Casa Negra”. E, sim, todos os filmes do Antoine Fuqua tem personagens negros no elenco, o que não quer dizer que eles tenham algo como “temática negra” seja lá o que diabos isso significa.

      Mas não vamos ficar no Antoine Fuqua! O que dizer de Tim Story, diretor dos filmes de temática negra Quarteto Fantástico (aquele com o Tocha-Humana branco, by the way)? Tem o Carl Franklin, diretor de Crimes em Primeiro Grau, um policial clássico, e que também tem no currículo episódios de House of Cards, 13 Reasons Why, The Leftovers, Homeland, Ray Donovan… todas séries “negras” até o talo né?

      Eu nem vou entrar no quesito das mulheres, pra vc parar de passar vergonha. Mentira… vou sim. Jane Campion tem duas Palmas de Ouro em Cannes, Sofia Copolla (conhece Encontros e Desencontros? acha a temática feminina?). Ia esquecendo! A Lexi Alexander dirigiu filmes femininos como Hooligans e Justiceiro: Zona de Guerra. E pra ferrar com a cabeça dos conservas ainda tem as Wachowsky (preciso lembrar qual foi a comédia romântica que elas dirigiram em 1999? ). Cheguei a ovular vendo esses filmes com temática feminina.

      Isso tudo foi só pra mostrar que seu argumento está ridiculamente errado, além de qualquer desculpa esfarrapada. Mesmo que se quisesse generalizar, não daria pra errar tanto como você errou. O que importa DE VERDADE é que tem POUCO filme com “temática negra” e “temática feminina”, porque tem, proporcionalmente, poucos diretores negros e mulheres. Talvez, e só talvez, isso aconteça porque muito produtor branco e rico tem esse mesmo pensamento panaca, de achar que as pessoas são monotemáticas (mas branco fazer filme sobre branco não tem problema).

      AINDA BEM que os negros tão ganhando dinheiro velinho. As mina tão botando a cara a tapa e ganhando grana também. Reese Whiterspoon tá injetando a fortuna dela pra criar papéis incríveis para mulheres. Esse ano tem negro dirigindo filme de super-herói. Elenco negro. Passado na África.

      Pau no cu do século 20. Tu tem que acordar meu velho, pq tu ficou uns 30 anos dormindo, acordou agora e tá cheio de ramela no olho.

      • Douglas do Espirito Santo

        Engraçado que você refutou minha longa pergunta,e foi apenas isso,um pergunta,confirmando e fortalecendo minha impressão,ou seja se negros e mulheres não abandonarem suas zonas de conforto não terão financiamento para seus filmes,começando com Antoine Funqua o mais esperto de todos saiu dos clips de negros diretamente para Assassinos Substituídos,com um asiático Youn-Fat Chow e um mulher branca Mira Sorvino. Ou seria o mais esperto Carl Franklin que fez primeiro um thriller genérico com Davd Carradine ,e seu filme que mais gosto Diabo veste até azul um ótimo neo-noir entre negros foi apenas seu sexto filme.Os dois nem precisaram fazer a transição “temática” para sobreviver na indústria.
        Como por exemplo
        Jane Campion? Aquela do O piano,Retrato de uma mulher ou seria do Top of the lake.
        Sofia Coppola dos também Virgens suicidas,seu primeiro,Maria Antonieta ou O mais recente O estranho que nós amávamos,feminista a ponto de extração,se é que vocês entenderam.
        Lexi Alexander?Exatamente ,entendeu meu ponto,filmes de ação e será assim que elas sobreviveram nesse meio ,um no cravo e outro na ferradura,agora ela poderá fazer um filme daquelas francesas que tiveram seus maridos mortos e foram estupradas e entraram na frente de batalha por vingança em umas das muitas guerras entre franceses e ingleses.
        As irmãs Wachowski,Marton eu…eu…não sei como eu posso te dizer isso cara masss…. É melhor você se sentar por favor,eles…eles…shssss são meninos,originalmente quero diz…Marton,Martinho..
        Alguém traga uma água,chamem a ambulância,Mart…
        tarde demais.
        Espero também que façam muito dinheiro,mas para isso precisam fazer filmes que as pessoas queiram assistir as de fora do nicho,aquelas pessoas,a maioria .Afinal de contas na indústria dos EUA ,não há lei Rouanet e Audiovisual,para sustentar umbigoterapia cinematográfica esquerdistas como o Brasil,que importou da França ( E suas gigantescas filas nas portas dos cinemas)e a Alemanha do Wve Boll.Eu sei que você dirá que eles serão cooptados ,e serão mesmo o que não os impede de contrabadear “negritude” e “feminismo” para dentro do filmes,como você mesmo lembrou.
        Os homens brancos nunca tiveram problemas para fazer filmes e escrever livros sobre homens brancos,mulheres,negros,gays,alienígenas,animais…Porque eles não são prisioneiros de agendas,e olha que 99%delas são de esquerda,(Há mais socialistas em Hollywood que nas universidades brasileiras,se isso for possível)
        Filme de herói mencionado Pantera negra dirigido por diretor negro e criado por dois brancos.
        Eu acho que deveria ter escrito,”Vocês já perceberam ou é “só impressão minha”que “alguns,”somente” “alguns,””exceções” negros e mulheres são
        monotemáticos,apa-rentemente mencionar Kathrin Bigelow não foi o suficiente,e obrigado por me lembrar da Alex,mas eu sempre esqueço que vivemos nos 60,quero dizer o já longo século 21 na neo-revolução/guerra cultural socialista,dos encenadores de virtudes,verdadeiras ou não guerreiros sociais.
        Marton eu sou negro, filho de empregada doméstica que morávamos no emprego em uma
        cel …quero dizer quartinho 2/2,que “convivia” com pais e filhos ricos ,então imagine as coisas que passei e não odeio brancos como aparentemente você odeia,eu não preciso da sua defesa e aposto que a maioria das mulheres,gays e mulheres também,porque nos sabemos da “sinceridade” de socialista tem por minorias,principalme-nte nos países que esse câncer se instalou,e se juntar a essa gente só dificultou as suas conquistas que obtinham não só de luta mas também com o apoio e ajuda dos branco anti-racistas(Escravidão lembra-se?)anti-homofóbicos ,anti-xenófobos e anti-machismo,apoio este que perderam ao se juntar a uma ideologia que quer sabotar,destruir e substituir a civilização ocidental sua liberdades.
        E como último lembrete vai aqui uma lista de atrizes e diretores que valorizava o papel da mulher sem histeria.
        Katherine Hepburn-Uma aventura na África,Mulher absoluta…
        JOAN Crawford -Mildred Pierce,Johnny Guitar…
        Betty Davis-A malvada,Jesebel…E foi a responsável pelo fim da “lei do passe”dos atores e atrizes quanto enfrentou Jack Warner.
        Douglas Sirk-Todo o que o céu permite,Sublime obsessão,Palavras ao vento…
        Jonh M.Stahl-Amar foi minha ruína,Imitação da vida…
        Ridley Scott -Thelma&Louise.
        E tudo isso sem sua ajuda Marton.
        Se ao menos já houvesse um emoticon de “soltura de microfone”.

  • Paloma Delgado

    “Pra mim homofóbico é que nem gordo de dieta com sorvete na geladeira” – QUERO TATUAR ISSO!

  • Karla Ronsoni Riet

    Pessoal, os blocos dessa semana estão ótimo!!!
    Bem divididos por temas, e cada um muito bem desenvolvidos por todos. Estou adorando.
    Parabéns pela iniciativa de disponibilizar um programa diferente, mas sempre mantendo a qualidade de sempre.
    Como vocês mesmo disseram, ainda estão em fase de adaptação, e aprimorando a nova configuração.
    Só queria parabenizar e dizer que essa semana a organização da pauta foi a cerejinha do bolo, e deixou o programa mais redondinho.
    Beijos, seus lindo!! =*

  • Leo Salles

    Fala, Marton!
    Não sei se foi contigo que falei uma vez sobre moonlight, mas ele e Manchester foram os dois piores para mim desses indicados.
    Na minha visão de não-cineasta/crítico, moonlight só ganhou por aspectos técnicos – e aí não consigo avaliar tão profundamente.
    Nem penso que a temática gay/raça tenha pesado, mas caso tenha tido esse efeito, só será mais um modo de vencer na academia: modificação corporal, guerra, doente mental ou exaltação de Hollywood.
    Eu adorei A Chegada, Fences, La-la land, lion e hidden figures, mas Manchester e Moonlight foram complicados para mim.
    Abs!

    • Alessandro Maia

      Achei Moonligth bom, mas como o Jaime Neto disse abaixo, quando chegou no final tive aquela reação de “acaba assim???”. O primeiro ato do filme foi sensacional, sem contar o plano sequencia da primeira cena. O segundo ato também foi genial, mas a partir do terceiro, acho que se perderam, porém não tiro o mérito do filme. Toda a produção foi extraordinária, e ai pode ser que realmente tenha ganho por aspectos técnicos. Concordo contigo, A Chegada, Fences e Lion eram ótimos concorrentes (minhas apostas estavam entre A Chegada e Lion), mas se a academia achou Moonlight melhor, cabe respeitar a decisão.

    • martonsantos

      Está falando aqui o cara que criticou 12 Anos de Escravidão e que disse que Hidden Figures estava lá pq precisavam de um filme com mulheres negras fortes (acho o filme com cara de Supercine, uma história legal contada da forma mais clichê possível).
      Então longe de mim achar que pq um filme tem negros ou gays (ou os dois, no caso) ele mereça ser premiado por isso. MAS como a academia tb é plural e várias pessoas pensam de forma direta, teve gente que votou por correção, teve gente que votou pq achou o filme, realmente, o melhor dos indicados.

  • http://www.jaimeneto.com/ Jaime Neto

    Pessoal, sobre a discussão a respeito de Moonlight, eu quero fazer um contraponto aqui na discussão. É preciso ter cuidado quando se fala de obras que envolvem temas como homossexualidade, pelas coisas que vocês falaram, mas também porque se alguém dá uma opinião negativa a obra é logo taxado de preconceituoso, e se a pessoa fala que não é por essa questão, vêm com essa de “sempre dizem que não é por isso, mas no fundo é”. Não, né gente! A pessoa pode não ter gostado por outras razões, sim! O filme tem muitos aspectos que fazem com que alguém goste ou não dele. Ok que isso pode influenciar alguns, mas do jeito que vocês colocaram, parece que qualquer obra que aborde esses temas estão “protegidos” de opiniões negativas, porque quem não gostou simplesmente é homofóbico. Cuidado com isso, pois acaba virando também um preconceito contra pessoas que não compartilham da opinião de vocês…

    Eu, por exemplo, não gostei do filme porque achei o enredo bem fraco. Quando ele terminou, eu fiquei com aquela cara de “Uh? Acabou? Era só isso? Termina assim? Sério?”. Faltou uma conclusão. O começo do filme achei bem interessante, os moleques deram show de atuação, o vilão do Luke Cage foi ótimo também… Mas a história não anda… Só isso! Não achei que era filme pra Oscar por isso… apesar que não foi um ano com muitas opções. Mas, como vocês falaram, muito filme já ganhou Oscar sem ser lá tão bom, como “Shakespeare apaixonado”, “Crash”, “Hurt Locker” e outros… Oscar é assim mesmo, né…

    Mas o que eu queria dizer mesmo era isso: cuidado com essa história de dizer que obras são protegidas de opiniões contrárias por esse ou aquele motivo. Isso soa tão mal quanto quem quer impor sua opinião acima dos outros, que vocês mesmos criticaram. (Escutem mais mamilos! ^__^)

    • martonsantos

      Oi Jaime, tudo bem?

      Cara, talvez não tenha ficado claro na conversa, mas esse contexto é justamente pra galera que fica REVOLTADA quando algo do tipo acontece. Todo mundo tem N motivos para não gostar ou gostar de um filme. Como você mesmo disse, pra vc faltou algo, algum tipo de conclusão. Eu já não senti essa necessidade, achei o filme maravilhoso na mensagem, construção, atuação, temática, condução. Não é um 10 de 10 como não eram nenhum dos outros candidatos.

      O que a gente se refere são casos de gente revoltada com a vitória citando argumentos técnicos que não usa para julgar outros filmes vencedores que são, quase em consenso, muito mais fracos que seus concorrentes. Se você pensar que Taxi Driver perdeu pra Rocky, Touro Indomável perdeu para Gente como a Gente… o Oscar não está aí pra fazer justiça. Acho, só pra dar um exemplo, que Animais Noturnos é MUITO mais filme que todos os indicados do ano passado e só apareceu como Ator Coadjuvante. Injustiça? EU acho. Mas me revoltar porque em uma votação as pessoas escolheram A ou B, como se isso fosse determinar o meu preferido, é uma grande bobagem.

      Resumindo meu ponto: não existe obra protegida. Mas quando um filme que muita gente adorou causa tanta revolta por ser premiado, a gente tem que ficar com o olho aberto. É bem comum que temas segregados sejam tratados com dois pesos e duas medidas. E criar o ranço de “ganhou só pq falava de negrs gays” é igualmente prejudicial.

      Abs!

      • http://www.jaimeneto.com/ Jaime Neto

        Pois é. Eu tinha entendido o ponto sim, por isso quando escrevi tentei passar mais a ideia de “cuidado ao falarem disso”. Isso porque conheço muita gente que se você criticar qualquer coisa que tenha esses temas envolvidos as pessoas já ficam revoltadas e querendo desmerecer sua opinião por julgarem ser baseadas em preconceito.

        Vocês falaram de Pablo Vitar, por exemplo, e entendo quando vocês falam de gente que nunca criticou Calipso, e agora criticam ele. Deveriam criticar ambos, né? Concordo. Mesmo assim, não deixa de ser verdade que ele canta mal, e sim, Calipso também canta mal e tantos outros artistas famosinhos… Mas no fim não está errada a crítica, talvez os motivos para criticá-lo não sejam os melhores, mas musicalmente falando, os argumentos (com relação a voz e afinação) ainda são válidos né… Mas bem, eu gosto de Paralamas do Sucesso e Herbert Viana também é muito desafinado, então é questão de gosto mesmo… 😛

        No fim, as pessoas têm mais é que aprender a respeitar mesmo. Respeitar os outros como são, respeitar os gostos diferentes, respeitar as opiniões diferentes, respeitar as opções diferentes. Como bem disse o Leonardo: deixem as pessoas serem felizes, né? ^__^

    • Leo Salles

      Perfeito seu ponto. Tive as mesmas impressões que você ao ouvir o cast. E uma das coisas que iria comentar, você mesmo disse: escutem mais mamilos.
      Seria muito interessante ter outros pontos de vista na mesa, talvez seja isso que quis dizer.
      Alguém que não gostou do filme e soubesse argumentar traria muito material.

    • André da Silva

      Tinha vindo aqui pra falar exatamente a ideia sua. Procuro respeitar (acredito que consigo) respeitar todos independente das características apregoadas sobre as “minorias” sou mais pardo que o Léo. Mas tá ficando insuportável essa paixão pela defesa dos homossexuais no papricast. Sinceramente nem acredito nessa devoção do Léo a essa naturalidade. Tudo que for relacionado a “minorias ” é “incriticável” e canonizado. Puts como defender tão veemente uma classe e banalizar totalmente o respeito com as crenças das pessoas. Sou muito questionador sobre tudo, inclusive sobre Deus, bíblia etc, mas não iria desrespeitar um público sabendo a grande possibilidade de alguns serem cristãos (cada um a sua maneira).
      Parei o podcast quando o Léo citou Jesus…
      Minha mulher que tem mais “temor” (ou respeito mesmo) por Deus do que eu nem chegou ouvir. E ela gosta muito de ouvir o papricast…
      Não sei… talvez seja melhor ter mais esse cuidado

      • martonsantos

        Minorias são pessoas. Religião são ideias.

        Caguei e limpei a bunda pra ideias. Compro briga por pessoas.

        Respeito quem tem religião. Não vou em igreja pedir para Padre/Pastor parar de falar porque eu não acredito. Peço o mesmo respeito quando alguém falar contra a religião.

        Novamente: criticar ideias não é falta de respeito. Falta de respeito é criticar pessoas, indivíduos. Se você mistura as duas coisas, realmente vai ficar difícil você ouvir a gente. A tendência é que eu e nem ninguém daqui fique se desculpando por falar o que acredita (e se você acha que é hipocrisia, mais um motivo pra não nos ouvir, não é?).

        • André da Silva

          Marton,
          Sei que se fossemos levar essa discussão adiante ela nunca iria terminar e tanto você quanto eu temos muitas coisas para fazer, nem espero,é óbvio, que você escreva que concorda comigo.
          Independente do que você responder( se responder) eu vou ler e não irei responder novamente para que finalize.
          Eu apenas gostaria que entendesse perfeitamente minha ideia mesmo que discorde.

          1 Não sou contra homossexualidade de terceiros. A minha ideia sobre isso é simples. ” todo mundo pode ser e fazer o que quiser desde que não prejudique outras pessoas”. Em qualquer classe/ambiente/etnias pode haver boas e más pessoas. Capazes ou não.

          2 Discutir ideias civilizadamente é uma coisa. Debochar das ideias das pessoas é desrespeitar as pessoas. Ideias não tem pernas. Não andam sozinhas. Não estão no vácuo. Tenho muitas dúvidas a respeito das coisas divinas também . Pode existir forças ocultas, sobrenaturais independentemente de existir religião. Por exemplo: pode ter realmente existido Jesus
          sendo filho de Deus e mesmo assim toda as religiões estarem parcialmente ou totalmente erradas. Não estou pedindo para pararem de falar contra religião (até porque provavelmente eu concordaria em grande parte) apenas acho que seria mais indicado/polido falar com mais respeito sobre os seres que deram origens às religiões para não ofender quem neles acreditam, como vocês falassem com sua mãe ou avós. Ou como se falassem sobre o islamismo.

          “Santa macarronada!”
          Sempre gostei de ouvir o prapricast quando o foco era mais nas obras. Muitas piadas engraçadas também. Não quis dizer que o Léo dolosamente é hipócrita. Mas que como ele mesmo diz: ele mudou. As vezes essa veemência justamente parece alguém tentando se convencer também do que está falando. Não o acho hipócrita.

          Na verdade acredito que quanto mais se discutem sobre o preconceito e racismo mas isso segrega as pessoas. É como tentar curar uma ferida todo dia futucando-a.

          Acabei até sendo motivado por outras ideias de outros episódios na hora de escrever este comentário.

          Talvez eu até não esteja certo. É apenas que penso que quando você fala com público grande como de vocês, há certos terrenos que devem ser pisados com mais cautela.

          O mundo aí está cheio de exemplos dos que se consolidaram na mídia com sucesso e bom senso e dos que optaram somente pela quebra de paradigmas e liberdade total. As chances de sucesso estável no primeiro caso são grandes.

          Ok. Obrigado por dedicar seu tempo lendo o que escrevi.

          • Renato Santos

            cara não adianta muito, vc expôs um ponto real sobre o caminho que o cast vem seguindo, e assim como vc, pontuei em outro cast essas coisas, e a unica coisa que vem de resposta é : foda-se ouvinte, não estamos aqui pra agradar ninguém, quer ouvir ouça , se não, não.
            Realmente ficou impossível acompanhar o trabalho dos caras de uns tempos pra cá, é muito esquerdismo, é querer ser o melhor do mundo e quem for contra é a ralé. É como se quisessem provar alguma coisa, como um gaucho ficar pagando de machão pra não ser taxado de viado só pq zoam isso com ele.
            Realmente o caminho é esse, parar de ouvir esse mimimi que virou um podcast que ja´tave episódios focados em coisas interessantes e não agendas feminazistas, esquerdistas e afins.

            Ah, e comparar joelma a pablo vitar em matéria de afinação, putz, tem q ser muito burro mesmo… pablo vitar não canta nada, e quem diz isso não é homofóbico, é quem tem o mínimo de ouvido pra música.

          • martonsantos

            Não vou dar pra ti Renato. Para.

          • Renato Santos

            CRESCE

          • Leonardo Torres Dos Santos

            “Realmente ficou impossível acompanhar o trabalho dos caras de uns tempos pra cá”

            O que diabos tu ta fazendo aqui ainda?

            De qualquer forma, obrigado por sua audiência 😉

          • Kropotkin

            Eu parabenizo vocês do Papricast por comentarem sobre essas pautas.
            Sou um ouvinte há quase cinco anos e sempre me incomodou que, em alguns momentos, vocês contornassem certos “assuntos” por receio de talvez ofender essas pessoas mais sensíveis e ignorantes.
            Por isso vou me juntar ao financiamento de vocês.

          • Leonardo Torres Dos Santos

            E eu aqui pensando em pagar terapia…nem preciso mais! O André me leu como um livro. Eu venho defendendo homosexuais com mais “paixão” de um tempo para cá pq quero pagar de bacana :) Faz tempo que quero expandir a minha carta de amigos. Vou rever isso aí cara. Não desiste da gente não!

      • http://www.jaimeneto.com/ Jaime Neto

        Cara, de novo, cuidado! O que eu falei antes foi justamente sobre respeitar a opinião dos outros, por mais diferentes que elas sejam das nossas. Por isso mesmo não acho errado que eles defendam as minorias, ou religião, ou o que quer que seja! É a opinião deles, e isso não deveria incomodar ninguém. Ao contrário, acho até interessante a gente ouvir opiniões diferentes das nossas, pois isso nos faz repensar as nossas. Por isso, não entendo você deixar de ouvir o podcast só porque ouvir algo que não concorda.

        Meu ponto anterior foi que, as vezes as pessoas querem tanto defender um ponto que acabam fazendo justamente algo que criticam, ou seja, impondo suas opiniões sobre as outras. Ou pior, caem naquela história de, em vez de rebater os argumentos contrários com outros argumentos, tentam ridicularizar o que o outro falou por conta de outro aspecto que não tem nada a ver com o argumento. Usando como exemplo este episódio, seria alguém que critica Moonlight pelo enredo, e outra pessoa falar que ele só está criticando porque é homofóbico. Entendeu? Em vez de rebater o argumento com outro, discutindo o enredo, ele quis ridicularizar o outro por algo que não tem nada a ver com o argumento dele…

        A gente vive numa geração em que ninguém pode falar nada diferente do que a gente pensa que já vem um monte de mimimi. É preciso aprender a ouvir de tudo, filtrar o que é irrelevante, aprender com o que for interessante, falar o que for conveniente, admitir quando percebermos que estamos errados e respeitar a opinião alheia mesmo que não se chegue num entendimento, argumentar quando valer a pena, e parar de nos fazermos de vítima quando não tivermos argumentos… ~__^

        • André da Silva

          Cara acredite eu entendi perfeitamente o que você disse. Eu apenas falei sobre dois pontos a mais:
          1 A mudança do foco da discussão:(homofobia se não gostar algo que envolva ou tenha homossexualidade mesmo que esse não seja o motivo de não gostar) – praticamente o mesmo ponto seu.

          2 Deboche (neste episódio) de algumas coisas que são sagradas para alguns.

  • http://www.jaimeneto.com/ Jaime Neto

    Pessoal, sobre a discussão a respeito de Moonlight, eu quero fazer um contraponto aqui na discussão. É preciso ter cuidado quando se fala de obras que envolvem temas como homossexualidade, pelas coisas que vocês falaram, mas também porque se alguém dá uma opinião negativa a obra é logo taxado de preconceituoso, e se a pessoa fala que não é por essa questão, vêm com essa de “sempre dizem que não é por isso, mas no fundo é”. Não, né gente! A pessoa pode não ter gostado por outras rasões, sim! O filme tem muitos aspectos que fazem com que alguém goste ou não dele. Ok que isso pode influenciar alguns, mas do jeito que vocês colocaram, parece que qualquer obra que aborde esses temas estão “protegidos” de opiniões negativas, porque quem não gostou simplesmente é homofóbico. Cuidado com isso, pois acaba virando também um preconceito contra pessoas que não compartilham da opinião de vocês…

    Eu, por exemplo, não gostei do filme porque achei o enredo bem fraco. Quando ele terminou, eu fiquei com aquela cara de “Uh? Acabou? Era só isso? Termina assim? Sério?”. Faltou uma conclusão. O começo do filme achei bem interessante, os moleques deram show de atuação, o vilão do Luke Cage foi ótimo também… Mas a história não anda… Só isso! Não achei que era filme pra Oscar por isso… apesar que não foi um ano com muitas opções. Mas, como vocês falaram, muito filme já ganhou Oscar sem ser lá tão bom, como “Shakespeare apaixonado”, “Crash”, “Hurt Locker” e outros… Oscar é assim mesmo, né…

    Mas o que eu queria dizer mesmo era isso: cuidado com essa história de dizer que obras são protegidas de opiniões contrárias por esse ou aquele motivo. Isso soa tão mal quanto quem quer impor sua opinião acima dos outros, que vocês mesmos criticaram. (Escutem mais mamilos! ^__^)

  • Cleber Reis

    Uso o WeCast como agregador de podcast, qual o nome do “episódio full”?

  • Alessandro Maia

    Aviso: O número do episódio da Retrospectreta na capa do Soundcloud está errado (243A)

    • martonsantos

      Valeu Alessandro, vamos corrigir!