Antes de começar a coluna, uma perguntinha: quer ganhar um exemplar de Zumbis – O Livro dos Mortos de Jamie Russel na faixa? Veja no final do post como participar.

Em poucas palavras, Deadgirl é um filme doente. Mas mesmo assim, eu me esforcei para enxergar coisas positivas na produção de 2008, dirigida por Marcel Sarmiento e Gadi Harel. Um roteiro bem costurado, uma história bem contada, atores não tão miseráveis, fotografia bacana, uma trilha sonora…F***-SE! O filme fala sobre estupro necrófilo, isso bate todo o resto!

Eu fiquei tentado, nesse segundo post da coluna The Z word, a escrever sobre os clássicos de Romero, Night of the Living Dead (1968) ou Dawn of Dead (1978), mas não. Acabei esbarrando nesse filme que, segundo boatos, passou de mão em mão por alguns anos antes de ser realizado, pois o conteúdo era muito controverso, polêmico, doente, nojento entre outras coisas.

Deadgirl rasga a cartilha de Romero (gosto de pensar que existe uma), e faz um filme de zumbi onde pessoas não estão confinadas em um local “seguro” nem tão pouco estão lutando pela sua sobrevivência. Aqui pouco importa se a zumbi é rápida ou lenta, ela passa o filme todo amarrada a uma mesa. Estamos falando de um filme de zumbi no qual a vítima é a comedora de carne.

O filme conta a história de dois adolescentes, Rickie e JT (odeio esses nomes com siglas) excluídos socialmente e frustrados sexualmente. O primeiro, porque a garota que ama namora o fodalhão do time de futebol do colégio e o segundo simplesmente pelo fato de ser estranho. Não vou nem entrar na questão da ausência da figura paterna para os dois personagens, mas também tem isso. Certo dia, os dois decidem matar aula para vadiar em um prédio abandonado, onde antigamente funcionava um hospício. Vagando pelo prédio eles ouvem sons vindos de uma sala isolada no porão. Ao investigarem eles encontram a tal garota morta, que está nua e amarrada a uma mesa. Passados alguns minutos enquanto eles decidem o que diabos fazer, a garota morta começa a se mexer. É nesse momento que JT tem a “brilhante” ideia de mantê-la como escrava sexual. Vale destacar que JT decide manter a garota antes de saber que ela não podia morrer…digamos, novamente. Constatado isso, se abre um leque de oportunidades para torturas sem limites, e de certa forma sem culpa para JT, uma vez que se ela já está morta, que mal estaria ele fazendo?

Com sua escrava sexual, no porão de um prédio abandonado esses garotos criam a sua própria realidade. Fora dali eles eram controlados por um mundo que os ignorava, mas lá embaixo eles estão no controle. Deadgirl não aposta todas as suas fixas em cenas de gore, e nem na violência gráfica, se comparado aos demais filmes do gênero, usando o poder da sugestão para te deixar ainda menos confortável com o filme. Claro, excluindo a cena do banheiro que vai me deixar com prisão de ventre por 1 mês. Fica a dica, uma mordida de zumbi nas “partes” equivale a 15 baldes de activia.

Concluindo, o filme não deixa de ser uma experiência. Se o objetivo dos realizadores era chocar expondo o quão cruel pode ser crescer em um mundo que te ignora, enquanto você lida com uma explosão hormonal fora de controle, fazendo com que a boa e velha pilha de Playboy escondida debaixo da cama não seja o suficiente para extravasar, eu diria que mesmo assim, eles foram longe demais. Claro que o filme não fala apenas sobre a explosão de hormônios da adolescência. O sexo é utilizado por esses retardados também para justificar uma série de frustrações em suas vidas. Mas de maneira simples, eu não consigo deixar de dizer que nada justifica os atos cometidos.

Deadgirl (2008)

Diretores: Marcel Sarmiento, Gadi Harel

Roteiro: Trent Haaga

Elenco: Shiloh Fernandez, Noah Segan e Candice Accola

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