Papricast 201 /// Black Mirror – S03

“Um foguete nunca será capaz de sair da atmosfera da Terra” – New York Times (1936)


“Não há a menor indicação que a energia nuclear algum dia será alcançada. Isso significaria que os átomos poderiam ser destruídos sempre que fosse necessário” – Albert Einstein (1932)


“Nós não gostamos do som deles, e a música com guitarra está perdendo o sucesso” – Gravadora Decca ao recusar os Beatles (1962)


“Este ‘telefone’ tem contratempos demais para ser considerado um meio de comunicação. Este dispositivo não tem nenhum valor para nós” – União Ocidental (1876)


“A televisão não irá durar porque as pessoas logo se cansarão de ficar assistindo uma caixinha todas as noites” – Darryl Zanuck, produtor de filmes da 20th Century Fox (1946)

 

Essas previsões bizarras sobre um futuro que nunca aconteceu me ajudam a dormir melhor depois de devorar uma temporada inteira de Black Mirror. Muita gente boa já errou ao pensar sobre como seria o futuro…não vão ser esses roteiristas babacas que vão me deixar preocupado…ou vão?

Eae…curtiu a 3º temporada? A Netflix salvou ou cagou a série? Quer saber a nossa opinião? Eu super entendo se não…mas igual, estamos aqui para expô-la.

[DOWNLOAD]

Ficha Técnica: Nesse programa Marton Santos, Leonardo Santos, Jaison Mafra e Jeferson Tres curtem os anos 80 em San Junipero por 81 minutos.

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  • Ryüjin

    o episodio 4 pra mim foi o que deixa o pior gosto na boca, quanto a questão dos bots, sim acho que todos os permanentes ali são bots. explico por que. quando a pessoa esta viva rola quase um stream da pessoa para a RV, sendo assim os visitantes são completamente livres ali, quando a pessoa e upada uma versão dela mesmo e criada, as experiencias dela la dentro voltam para pessoa e com essas novas experiencias evolui e quando entra novamente essa nova pessoal (tipo um você atualizado com novas vivencias emoções e maturidade), torna o visitante único cada vez que volta. já o morador eu acredito que se torne quase um fantasma da pessoa que um dia já foi, uma dica disso e sim o carinha que jogava flipper todas as noites e o “wes” o outro cara que ficou com a kelly, ele stalkeia ela e insisti no lado de fora do bar que ela era única e todas as outras garotas naquele lugar eram vazias.
    no final eu estava com o coração na boca com aquele final pseudo feliz, montado com o upload dos chips no servidor.
    aquele chip sem a interação com usuário ira ser tão útil quando o seu backup do win 98 de 2001 jogado na gaveta.
    o que confirma minha interpretação e que se não for uma distopia não e blackmirror e finais felizes não combinam com a serie. (cara esse episodio acabou comigo)

  • Ryüjin

    no episodio 3 (manda quem pode) acho que não ficou claro, todos os envolvidos no plot tinham algo grave, uma dica foi que independente de tudo eles foram incriminados, sendo o plot um artificio para os hackers envolverem todos na participação do assalto, como a CEO da empresa que era racista e foi obrigada a roubar e facilitar o carro usado no roubo ao banco (mostrado no video que ela assisti), sendo assim, tanto o motoqueiro quanto o bron estavam envolvidos em pedofilia, no caso do motoqueiro não e claro porem mostra no final ele discutindo com a família, e no caso do bron, algumas pistas são; ele fala no carro que amava a mulher e só queria pegar uma “garota nova” para se divertir, e o fato que uma traição simples não teria o perfil do “jogo”.
    pensando nisso acabei acreditando que o ep e muito mais sobre hack-ativismo e justiça social, pois o plot nunca foi para os hackers pegarem o dinheiro do banco e sim manda todos pra cadeia.

  • João Victor Fiorot

    Fala, pessoal.

    Primeiramente, concordo com as opiniões de que essa temporada veio mais adocicada que as outras.

    Isso significa que Black Mirror ficou ruim?

    Absolutamente não. Só que a bad que bate agora não é mais tão violenta. Nas temporadas anteriores eu não conseguia assistir mais do que um ep por dia, e agora deu pra ver alguns em sequência.

    Sobre San Junipero, eu devo ser a única pessoa no mundo que não achou aquele final feliz. Penso isso porque o “paraíso artificial” criado acabou com o mistério da morte, que é uma das coisas que justificam a vida. Além disso, me parece, que ao entrar em “Trancoso”, a galera fica num loop de uma vida em que o tempo não passa e as coisas não mudam. Particularmente, acho isso desesperador. Prefiro morrer.

    Minha sequência de EPs ficou

    Manda quem Pode
    Engenharia Reversa
    San Junipero
    Queda Livre
    Odiados pela Nação
    Versão de Testes

    O trablho de vocês é excelente, continuo acompanhando :)

  • MarcusVinicius94

    Olá Galera!!
    Terminei de assistir a 3° temporada ontem e só agora ouvi o podcast, muito bom diga-se de passagem.
    Bom, sempre que estou ouvindo o programa fico com vontade de vir comentar sobre algo, mas como nunca estou ouvindo parado, sempre acabo esquecendo.
    Enfim, dessa vez eu vim mais para levantar uma discussão sobre algo que vocês falaram durante o episódio:
    Bom, em primeiro lugar, falando sobre o episódio 3 (Manda Quem Pode), me pareceu que vocês chegaram a conclusão de que, no final das contas, o rapaz mereceu o seu destino, afinal ele era um criminoso em potencial que estava a solta sociedade, podendo representar algum perigo. Ok,
    Já quando estavam comentando sobre o episódio 5 (Engenharia Reversa), me parece que vocês chegaram a conclusão de que as pessoas (as baratas), mesmo possuindo aquela predisposição genética que poderia desencadear o desenvolvimento de características perigosas para a sociedade, não mereciam sofrer aquele tipo de perseguição.

    E gostei muito da comparação que vocês fizeram com o Minority Report , sobre a pessoa ser julgada antes mesmo de ter cometido o crime. E isso cabe nas duas situações. Passei a questionar meus próprios pensamentos… Digo, são situações semelhantes se pararmos para analisar, mas que temos julgamentos totalmente diferentes.
    É fácil condenar aquele rapaz… mas se pararmos para analisar friamente, ele tecnicamente não cometeu nenhum crime… mas ainda assim ele é um criminoso em potencial. Seria certo deixar uma pessoa dessa livre na sociedade? Talvez ele nunca venha a cometer nenhum crime…. mas será que podemos nos dar ao luxo de tentar a sorte?
    E podemos fazer a mesma analise com as baratas (embora pareça ser um pensamento muito mais frio). Aquelas pessoas ainda não cometeram nenhum crime ou ato ilícito… mas, de alguma maneira, a tecnologia genética daquela época era capas de identificar que eles possuem uma certa predisposição a isso… então será que seria certo se dar ao luxo de tentar a sorte?

    Isso tudo mostra que muitas vezes nossos julgamentos acabam sendo muito precipitados, e muito superficiais , dando até uma sensação de hipocrisia de nossa parte. Isso é que faz a série ser um sucesso total. Ela realmente nos coloca contra nós mesmos. Faz com que questionemos nossos próprios conceitos, nossos preconceitos, nossos ‘valores’…. nos tira da nossa zona de conforto.

    PS: Antes que me xinguem, não estou defendendo o genocídio, longe disso, só acho que esse seja um dilema digno de discussões.

    No mais, foi um excelente programa, espero que continuem assim por muito muito tempo. Vocês são demais. Abraços.

  • Rick Henrick

    Cadê o canal no Youtube? Acho que vcs já deviam ter criado! Bons podcasts vcs fazem. Um abraço! #papricast202

  • Lucas Da Silva Biava

    Por causa desse programa fui atras da série e agradeço por essa fantástica indicação.

  • Minionpornor

    Gente, sobre o melhor episódio, “San Junipero”, acho que está óbvio que existem bots naquele mundinho, sim. O garoto do fliperama não iria querer passar a eternidade levando fora das garotas, não acham? Ele está lá por algum motivo, além de dar aquela aumentada na auto estima das mulheres.
    E sobre a “escolha” para o pós vida, me pareceu estabelecido na temporada anterior, nos episódios “Volto Já” e “Natal”, que ao fazer o upload da sua consciência, você cria uma cópia dela, então, o pós vida ainda continua um mistério, já que é sua cópia que fica no servidor, né?

  • https://twitter.com/mirandasamanta Samanta Miranda

    Eu ainda não assisti Black Mirror (sim eu ouvi mesmo tendo spoiler), depois de ouvir o episódio eu até criei um plano de maratona para esse fds hahaha.

    Parabéns pelo podcast!

  • Edivaldo Alves

    Em relação a Uncanny Valey e Engenharia reversa, a diferença mais chocante q eu achei é q, os soldados do Engenharia reversa são voluntários! Até o “Doug” explica q só funciona se o soldado é voluntário! Ou seja, basicamente, ele matou aquelas pessoas por vontade própria! Enfim… ótimo podcast!

  • Edivaldo Alves

    Q estranho, apesar da observação inicial do sentimento q essa temporada ficou mais comercial e até mesmo “menos tv inglesa”, na minha opinião o episódio de San Junipero é, de longe, o mais comercial. Me parece q foi pensado para o público Netflix q já deixou claro q amam essa pegada oitentista. Talvez eu não tenha sentido todo esse drama ou contradição na escolha! Aliás, em relação aos “bots” eu tenho a impressão q todos os q estão mortos são, basicamente, bots. Enquanto a pessoa ta viva e entra lá – somente por algumas horas por semana – ok.. ela tem total consciência, porém tenho a impressão q depois q ela morre fica ali apenas um compilado das memórias adquiridas naquele ambiente! Ao menos é o q achei. Na ordem do pior para o melhor eu listo eles na seguinte ordem: 6º San Junipero, 5º Versão de Testes, 4º Odiados pela Nação, 3º Engenharia Reversa, 2º Queda Livre e 1º Manda Quem Pode.

  • Darklinker

    O ultimo episódio, ”Odiados pela nação”, pra mim é o segundo melhor depois de San Junipero. Porque envolve toda a questão da vigilância civil, que é está sendo tão discutida atualmente, além de que as abelhas drones fazem muito sentido para salvar toda e qualquer planta em um mundo (o nosso se encaminha para isso devido ao uso desenfreado de inseticidas), em que as abelhas desaparecem. O governo se aproveita desse projeto ecológico para implantar o maior sistema de vigilancia civil da Inglaterra, e isso poderia dar uma merda muito grande! No entanto, a coisa vai pro lado pessoal (como aparentemente todo o Black Mirror vai hora ou outra) quando alguém decide hackear o sistema pra tomar controle e provar pontos: as pessoas são más e gostam de pensar em justiça pelo ódio, as pessoas entram em jogos imbecis (na série uso de uma hashtag) que podem difamar outra pessoa (ou condenar um babaca), e o outro ponto é que o ódio gera mais ódio (e a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena).
    As pessoas mortas pelas abelhas eram pessoas odiadas pelas pessoas por atitudes idiotas, mas não cabe à sociedade julgar e condenar essas pessoas porque na civilização é errado fazer justiça com as próprias mãos por motivos óbvios (possibilidade de um inocente ser punido). No final quando o plano inicial do cara se concretiza, todos que participaram do jogo da justiça foram mortos também, afinal todos eram assassinos (o comando era dado pelo numero de hashtags).
    E o final foi como no Se7en, a novata que queria mudar o mundo indo à campo, só concretizou o ponto do hacker, ódio gera ódio, e ela iria fechar o ciclo que ele começou! (ou não, pq não é dito)

  • Júnior Borges

    Pfv alguém sabe o nome dessa música que toca no fundo do cast em 1h04min?

  • Wary

    O “Shut up and dance” não é só sobre a “pupunha”, ele está se masturbando para fotos de crianças. A mãe dele liga pra ele no final desesperada e, pouco depois, a polícia prende ele.